Del Nero na Rússia



Caso o Brasil confirme sua presença na Copa da Rússia, em 2018, Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, espera continuar no cargo, mas assistir ao evento pela TV.

Quer ser representado por Walter Feldman e Rogério Caboclo, homens em que confia e que se destacaram na confederação como secretário-geral e diretor de gestão, respectivamente.

Del Nero acredita que será julgado ainda em 2017 pela Justiça norte-americana, assim como Ricardo Teixeira e José Maria Marin, o último em prisão domiciliar em Nova York, seus antecessores na presidência, e quer ficar longe dos Estados Unidos.

Seus advogados ainda não tiveram acesso a todo o processo que investiga a cúpula que dominou do futebol mundial e que estaria envolvida numa enorme teia de corrupção.

Desde que virou alvo do FBI, o dirigente começou a evitar sair do país e a delegar algumas funções. Quer escolher com calma o chefe da delegação brasileira que iria ao Mundial, estuda convocar alguém do meio político, mas deve aguardar o avanço da Lava Jato para definir um nome.

Em seu lugar iriam Feldman e Caboclo, que dividiriam a função, inclusive, de representar o Brasil na Fifa e na relação com o comitê que organiza a Copa russa.

No ano passado houve movimentação em clubes e federações para Del Nero abandonar o cargo, o dirigente chegou a balançar quando se sentiu pressionado e atacado fortemente por emissoras de TV, além de ver a CBF perder algumas parcerias na iniciativa privada, mas se manteve no poder, aparecendo publicamente o mínimo possível, e, segundo interlocutores seus, não pretende mesmo largar o osso. Acha que tem a maioria dos clubes das Séries A e B e dos presidentes de federações em suas mãos e que resiste a eventuais movimentos de oposição.



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