Liquidação no Timão



Ameaçado por um processo de impeachment e irritado com Andrés Sanchez, que sugeriu que tirasse licença da presidência, Roberto de Andrade estuda montar uma comissão para negociar a venda dos direitos de nomear a arena em Itaquera que não inclua o ex-mandatário do Timão.

Até agora Andrés e seu grupo cuidavam das tratativas ligadas ao estádio. Tentavam vender os naming rights por R$ 400 milhões (valor de 2011, quando havia a expectativa de que o negócio fosse fechado).

No momento, segundo correntes da situação (e também da oposição) no Parque São Jorge não há nenhuma negociação oficial em curso, embora haja dirigentes e conselheiros que digam que o clube não está parado.

O valor dos naming rights, porém, pode cair e a direção já admite negocia-los por R$ 300 milhões por um período que pode chegar a 20 anos, embora ano passado Andrés, bem aborrecido, tenha falado em até R$ 200 milhões, o que mostra o desespero corintiano.

Outra dificuldade é em relação à finalização das obras, que pode custar mais R$ 50 milhões.

A Odebrecht, construtora responsável pelo construção do estádio e envolvida até o pescoço na Lava Jato, está mais preocupada com as investigações, as delações premiadas e a crise que acabou com a imagem da empresa do que com a arena corintiana, palco da abertura da Copa de 2014.

E a torcida do Timão não quer que dinheiro do futebol seja usado para pagar gastos com o estádio e já fez forte protesto quando da apresentação do time para a atual temporada.

Dias complicados para a direção corintiana, enfim. E para o torcedor, que vê seu principal rival, o Palmeiras, cada vez mais forte, também, enquanto o Corinthians sofre com o racha político e problemas financeiros e no marketing também.



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