Só em 2018?



Com a crise político-financeira do Corinthians se agravando cada vez mais, a novela da venda dos direitos de nomear a arena em Itaquera deve ganhar novos capítulos.

O grupo do presidente Roberto de Andrade, que enfrenta pedido de impeachment por parte de conselheiros da oposição, e o do ex-presidente Andrés Sanchez, responsável pela viabilização da construção do estádio, trocam farpas nos bastidores sobre os fiascos das negociações até aqui. E dizem não ver muitas perspectivas para 2017. Pelo menos quando o assunto é a questão dos chamados naming rights…

Assessores do atual mandatário acham que Andrés deveria ficar longe das negociações, já que teve mais de seis anos para tratar do assunto, inclusive quando a economia brasileira parecia mais sólida do que nos tempos atuais, e o resultado foi zero.

Já os que apoiam o ex-dirigente e hoje deputado federal pelo PT-SP creditam os fiascos não só ao momento do país mas também aos fracassos corintianos no marketing, nas finanças e especialmente no futebol, já que nem vaga para a Pré-Libertadores conseguiu. Acham ainda que o próprio Roberto de Andrade deveria assumir as tratativas para tentar vender os direitos de nomear a arena. Acreditam que, se o Corinthians vivesse uma fase favorável como a do Palmeiras, com apoio forte de parceiros e patrocinadores, teria mais credibilidade no mercado para negociar naming rights.

Desesperançados, os dois grupos têm algo em comum. Não falam mais em vender os direitos em 2017. Já acham que o caso só terá um desfecho ano que vem… Mas como a novela se estende desde 2011 tudo pode acontecer. Até negociar antes a venda, se bem que por valores abaixo dos R$ 400 milhões cogitados quase seis anos atrás.

Enquanto isso a torcida segue revoltada e fazendo protestos sobre o que chama de “falência corintiana” e “mico da construção do estádio”. Que, aliás, não está com as obras finalizadas. O clube precisaria de pelo menos mais R$ 30 milhões para concluído. Mas tirar dinheiro de onde? De empréstimos, com os juros elevados ainda, não.



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