Estragos no Maraca



O governo do Rio, que titubeia em aceitar de volta o Maracanã, sob administração pelo consórcio liderado pela Odebrecht, tem que os estragos no estádio sejam maiores do que os listados inicialmente.

Além do problema das 7 mil cadeiras faltantes ou quebradas na arquibancada, de vidros quebrados e buracos no gramado, o sistema de iluminação precisa ser revisto e duas goteiras teriam que ser analisadas. Ou seja, parte elétrica e hidráulica também preocupam, num descaso total.

Segundo fontes do governo, há muitos ratos e gatos na arena, sujeira até não acabar mais, restos de material dos Jogos do Rio-2016 e a manutenção segue sem ser realizada.

A concessionária culpa o Comitê Rio-2016, que não teria terminado as obras para devolver o Maracanã como ele estava antes da Olimpíada.

Envolvida na Lava Jato e atolada em problemas, sem conseguir lucrar com o estádio, a Odebrecht quer devolve-lo ao governo do Rio, que como se sabe está quebrado.

Nova licitação não está descartada, mas, se não participarem da gestão, Flamengo e Fluminense podem evitar atuar no local, que consumiu cerca de R$ 1,2 bilhão de dinheiro público para ficar pronto para a Copa-2014. Quase o dobro do previsto inicialmente.

Outra hipótese é a municipalização do Maraca, embora a Prefeitura do Rio também tenha sérios problemas de caixa.

Certo é que autoridades do governo fluminense não descartam a necessidade de nova reforma (e mais gastos, portanto) porque, às moscas, a arena começa a se deteriorar e deteriorar e deteriorar, além do fantasma de virar um elefante branco.

Lamentável o jogo de empurra entre Odebrecht, governo do Estado do Rio e Comitê Rio-2016, que até hoje tem que dar explicações sobre a Olimpíada do ano passado. Cujo legado, com algumas exceções, como a revitalização da zona portuária, talvez seja melhor nem comentar aqui. Especialmente na parte esportiva.



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