Timão asfixiado



A diretoria do Corinthians está sem recursos para grandes contratações, sendo empréstimos bancários uma das alternativas, embora sem aprovação de boa parte do conselho, que pede a saída de Roberto de Andrade da presidência.

Em 2016 houve atraso no pagamento de salários e direitos de imagem de atletas, além de dois desmanches. E um terceiro não está descartado para 2017, embora a qualidade do time que terminou a temporada de 2016 seja considerada fraca.

Um dos problemas, por mais que a cúpula corintiana tente negar, é que as receitas de bilheteria não podem ir para o futebol, sendo destinadas para um fundo para pagar o estádio em Itaquera.

Outra dificuldade é a questão da venda dos direitos de nomear o estádio, que em fevereiro completa seis anos de negociações. Até aqui infrutíferas.

E há ainda a Lava Jato. É dado como certo no Timão que Emílio Odebrecht, patriarca do grupo que construiu a arena, não irá deixar de lado detalhes importantes do processo que levou à viabilização do estádio. Inclusive o envolvimento do ex-presidente Lula e até o de Dilma Rousseff, que teria recebido um pedido de Marcelo, filho de Emílio e ex-comandante da Odebrecht, para convencer a Caixa a auxiliar no financiamento da obra.

A avaliação no Parque São Jorge é de que a imagem do clube deve ser abalada com as delações premiadas de 77 executivos da empreiteira e que a asfixia econômica corintiana aumente.

Asfixia à parte, desejo a todos boas festas e que 2017 seja mais leve que 2016, um ano complicado pacas e que, no mundo esportivo, acaba abalado pela tragédia do voo da Chapecoense. Força aos que ficaram e volto a postar, se Deus quiser, como costumam dizer por aí, no próximo dia 3 (uma terça), já em 2017.



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