Show de bola



Apenas para deixar registrado aqui, para aqueles que me perguntaram por e-mail o que achei da Seleção, que acredito que com Tite no comando voltamos, sim, a jogar bola.

Podem dizer que três jogos não são suficientes para uma avaliação, mas são, sim. Podem dizer que o adversário foi a Bolívia e o jogo em Natal, não em La Paz, mas quando tínhamos Dunga no banco até o Peru nos assustava. E o primeiro tempo ontem foi esplendoroso. Sensacional. Aniquilamos a Bolívia, que bateu, bateu e bateu e ainda assim levou quatro.

Neymar jogou muito, muito mesmo, Renato Augusto é um líder nato, o time tocava bem a bola, com objetividade, valorizava sua posse, o conjunto, mas também o talento individual. Hoje temos um grupo comprometido. E que respeita quem está no banco, o que não acontecia nos tempos de Dunga.

Em três jogos com Tite já são nove pontos nas eliminatórias e a segunda colocação. Em seis jogos com Dunga conseguimos os mesmos nove pontos, mas um saldo de gols pior e a sexta colocação, fora do grupo dos que iriam para a Copa da Rússia ou mesmo para a repescagem.

São outros tempos. Pena, apenas, que isso vá acabar ajudando Marco Polo Del Nero, não a se livrar das investigações do FBI, mas a ganhar uma sobrevida no futebol brasileiro. Tanto que tenta investir em campanhas sociais, resolveu se reaproximar da Globo, trouxe Tite, que antes pedia sua renúncia imediata da presidência da CBF, para seu lado, sabe, enfim, “fazer política”.

Mas que, apesar de Del Nero, o Brasil está show de bola, está. O que só mostra que perdemos dois anos de “preparação” com Dunga e Gilmar Rinaldi, dois “presentes” que recebemos da dupla José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, de tão triste memória.

E para encerrar deixo aqui outro registro, concordando com Casagrande, que na transmissão de ontem da Globo dizia achar que Tite cometeu um erro ao não tirar Neymar no intervalo. Cometeu mesmo. O craque já tinha recebido amarelo, estava sendo perseguido pelos bolivianos mesmo com o jogo já decidido, e o técnico o deixou em campo apesar do risco de ver sua principal estrela expulsa e fora não só da partida contra a Venezuela, mas também contra a Argentina, em novembro, no Mineirão.

Neymar saiu apenas na parte final da partida, instantes depois, aliás, de sofrer mais uma agressão em campo. No aspecto disciplinar o juiz falhou muito. Mas essa é uma outra história…



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