A galera do Brasil



Tem sido interessante ver a análise da mídia estrangeira sobre a torcida do Brasil nos Jogos do Rio.

Dei entrevista para seis veículos de fora curiosos com o comportamento de nossa galera, que parece estar num jogo de futebol, seja no ginásio ou estádio que for.

Na esgrima ou no tênis de mesa ela age em cada lance importante de um atleta brasileiro como se tivesse sido gol. E isso é bacana.

Quem saiu deslumbrado com o que viu foi Djokovic, a estrela sérvia do tênis. Sentiu-se em casa e nossa galera, que o tratou como se fosse brasileiro, virou destaque na mídia norte-americana e europeia também.

Mas confesso que, ao contrário da maioria dos torcedores que foram ver o jogo de Djokovic contra Del Potro, magnífico tenista argentino, apoiei o segundo. Sou seu fã desde que venceu Federer no Aberto dos Estados Unidos. E fiquei eufórico com o resultado e com o comportamento da torcida argentina, que soube apoia-lo e não ligou para os brasileiros.

As vaias aos russos, por conta dos escândalos de doping, até entendo, mas aos argentinos, por maior que seja a rivalidade esportiva com nossos irmãos, nem tanto. Porque aqui não se trata de um jogo de futebol, onde a rivalidade, aí sim, é das maiores. E eles merecem tanto respeito quanto nossos outros vizinhos, também com problemas econômico-financeiros no esporte olímpico, caso dos uruguaios, dos venezuelanos e de tantos outros mais.



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