O prefeito olímpico



O prefeito Eduardo Paes tem provocado a ira do governo do Estado do Rio e também do governo federal, que acham que ele continua sendo infeliz em suas declarações e tem tumultuado um bocado os Jogos que começam dia 5.

O alcaide, que pretendia e ainda pretende usar a Olimpíada para viabilizar sua candidatura à presidência da República pelo PMDB, o mesmo do governador licenciado do Rio e do presidente interino da República, provocou revolta dos australianos quando afirmou que estava quase colocando um canguru para que se sentissem em casa.

Para dirigentes do Comitê Australiano ele fez pouco caso em relação à falta de estrutura da Vila dos Atletas, que segue em obras de última hora e tem provocado reclamações também de outras delegações.

Diante do problema o Comitê Rio-2016 avisou que resolverá todos os problemas até quinta e já pediu aos chefes de delegação que passem recado para os atletas brasileiros elogiarem o local. Foi o que se viu ontem no “Jornal Nacional”, quando a vila brasileira foi comparada com a de Londres.

Para o governo Michel Temer chegou a hora de os brasileiros (e não só dirigentes esportivos e atletas) afinarem o discurso. Ele não quer mais que Paes reclame da segurança para a imprensa internacional e já mandou pedir para o prefeito maneirar as palavras, já que o bom andamento dos Jogos interessa não só ao governo federal, mas também ao municipal.

Mas depois dos elogios a Pedro Paulo, seu candidato a prefeito do Rio que ganhou manchetes por bater na mulher, e do deboche à cidade de Maricá em áudio vazado pela Operação Lava-Jato, tudo é possível. Pois se há uma coisa que Paes gosta de fazer é falar. Mas bem ou mal deixará como legado a remodelação do centro do Rio, que ganhou um novo cara para a Olimpíada, e pode impulsionar sua possível candidatura à presidência em 2018.



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