Turbulência no Verdão



Apesar de o discurso oficial ser de que a diretoria do Palmeiras está satisfeita com o trabalho de Marcelo Oliveira nos bastidores a história é bem diferente e o clima está longe de ser dos melhores.

Conselheiros e diretores têm questionado o desempenho do treinador, que até agora não teria encontrado a melhor maneira de o time jogar.

Contra o Santos o Verdão voltou a jogar com três volantes, assim como já fizera diante do River Plate, do Uruguai, quando deixou escapar os três pontos e empatou por 2 a 2 fora de casa. Thiago Santos, Jean e Matheus Sales formaram o meio-campo sábado, com Robinho mais adiantado e sendo o responsável pela armação de jogadas ofensivas. Contra o River uruguaio a diferença é que Arouca entrou no lugar de Jean.

Oliveira gostou do novo esquema, mas a direção, pelo jeito, não. Vários dirigentes acharam que a equipe foi mal tanto no jogo da Libertadores como contra o Santos, quando não saiu do 0 a 0 e poderia ter perdido a peleja, não fosse a boa atuação de Fernando Prass.

A avaliação é de que até agora o Palmeiras não tem uma cara, um esquema de jogo definido e que o elenco não tem sido bem aproveitado.

Outra ala de conselheiros e dirigentes prefere responsabilizar o presidente Paulo Nobre e o departamento de futebol como um todo, dizendo que as contratações para 2016 não foram boas e que o time não tem um jogador que decida e vários para a mesma posição.

As entrevistas de Oliveira depois das partidas também têm irritado seus críticos. O técnico insiste que há evolução e tem elogiado a entrega dos jogadores. Talvez seja uma forma de tentar ganhar o grupo, que está rachado no vestiário e não fala a mesma língua. Há atletas que gostariam de estar jogando e começam a reclamar do treinador longe dos microfones, o que mostra que o clima não está bom.

Assim como no ano passado Oliveira não conseguiu montar um time de verdade. A questão é se vai conseguir. E quando, pois o Paulista e a Libertadores já estão em andamento e até agora o desempenho do Verdão tem sido de razoável para fraco. Mais para o fraco do que para o razoável, vale destacar.



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