Fuga de patrocinadores



Depois de a Gillette e a Sadia terem deixado de patrocinar a CBF, cuja imagem lembra, guardadas às devidas proporções, à da Petrobras, outros dois patrocinadores da confederação sinalizaram que devem deixar de apoiá-la se não houver mudanças em breve.

Não se conformam com o tal do “coronel Nunes” no comando nem com a postura de Marco Polo Del Nero, que saiu da Suíça às pressas logo depois que José Maria Marin foi preso e está exilado no Brasil, licenciado do cargo e receoso de ser preso no exterior devido às investigações do FBI.

Querem que Del Nero e toda sua diretoria renunciem (e junto deles os vices também) e seja convocada nova eleição, mas sob outras regras, de forma que pessoas de fora (e não apenas do grupinho que se apoderou da confederação) possam concorrer à presidência.

Caso contrário ameaçam retirar o patrocínio da CBF, sob o argumento de que estariam tendo prejuízo de imagem ao apoiar uma entidade que vive nas páginas policiais. Ou que ajudou a transformar as páginas esportivas em policiais.

Oficialmente, porém, caso a CBF não se mexa e os dois patrocinadores resolvam mesmo sair, devem dizer que a opção por cair fora deveu-se à reavaliação da estratégia de patrocínios, como fez a Sadia, por exemplo.

Além da perda do apoio da Gillette e da Sadia, a Petrobras também deixou de patrocinar a Copa do Brasil. Mas aí não por conta do desgaste da imagem da CBF e sim devido à falta de recursos da estatal, que vive a maior crise de sua história.

Vale lembrar que seguem patrocinando a CBF Nike, Itaú, vivo, AmBev, Chevrolet, MasterCard, Samsung, Gol, English Town, Unimed Seguros, Michelin e Ultrafarma. Até quando o tempo e a destruição cada vez mais rápida da imagem da CBF dirão.



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