O Mengo e a liga



Em meio à nova polêmica com a Federação do Rio sobre a participação do time na Liga Sul-Minas-Rio, o Flamengo ensaia fundar uma outra liga para organizar o Brasileirão a partir do ano que vem.

Conselheiros e dirigente ligados ao presidente Eduardo Bandeira de Mello acham que a CBF, que vive um vácuo de poder com a prisão de José Maria Marin e a licença de Marco Polo Del Nero, não tem condições de continuar organizando o Campeonato Nacional e acreditam que o Flamengo deve liderar o movimento de clubes para assumir a direção do torneio.

Contatos iniciais já foram feitos com times do Sul e do Sudeste, mas não há consenso sobre a formação de uma liga de clubes para estruturar o Brasileiro, deixando “apenas” a Seleção nas mãos da CBF.

A ideia também é mudar a estrutura da confederação, hoje nas mãos de um grupinho que a trata como se fosse sua propriedade particular, e promover maior abertura da entidade e rotatividade no poder.

O Corinthians, que poderia encabeçar o movimento com o Flamengo, porém, não quer peitar a CBF e prefere deixar as coisas como estão. Teme, assim como alguns conselheiros rubro-negros contrários à ideia da liga, que o clube perca as cotas de TV que tem hoje.

Vale lembrar que Corinthians e Flamengo são os dois que mais recebem da Globo, o que tem gerado críticas de outras agremiações, que temem que o futebol brasileiro fique como o espanhol, dominado por dois ou no máximo três clubes.

Seja como for a possibilidade de peitar a CBF, como fizeram os clubes em 1987, fundando a Copa União, não está descartada. E se encontra na pauta do dia pelo menos na Gávea. Já era tempo, não? Os grandes do futebol brasileiro, como coloquei na minha coluna no diário LANCE! de ontem, afinal, têm que assumir o papel de protagonistas e não ficar dizendo amém para tudo o que diz dona CBF.



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