Santos que encanta



Publiquei ontem no diário LANCE! coluna que reproduzo abaixo sobre a fase do Santos, que acerta ao investir na base.

A vitória na semifinal pela Copa do Brasil, despachando o São Paulo por 3 a 1, três que poderiam ter sido seis no primeiro tempo, foi o triunfo do bom futebol. E mais um sinal de que o Tricolor tem muito a melhorar.

Doriva escalou muito mal o time, a defesa é um queijo suíço e a pontaria dos atacantes tem sido uma lástima.

Que o Santos siga jogando e encantando. O futebol agradece, como já dizia na coluna de ontem, que segue abaixo com três observações no final:

“Tem dado gosto ver o Santos jogar. Tive a oportunidade de acompanhar o time na Vila Belmiro, quando detonou o Internacional, pelo Brasileirão, e de ver várias outras partidas, dentro ou fora de casa, vibrando com as jogadas de Lucas Lima, Gabriel, Ricardo Oliveira e Cia., jogadores que volta e meia deixam os adversários desorientados.

Foi assim no primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil, quando Dorival Júnior mais uma vez mostrou a que veio e mudou a postura no intervalo, entrando de outro jeito no segundo tempo e em cinco minutos liquidando a fatura contra o São Paulo.

Como tenho um sobrinho de seis anos fanático pelos meninos da Vila, muito por causa de Neymar e Paulo Henrique Ganso, hoje no Tricolor e nem sombra do que foi nos primeiros tempos de Santos, passei a prestar mais atenção na equipe praiana. E a atenção aumentou por conta de um trabalho que tenho desenvolvido na Baixada Santista, cujos produtos finais estarão na telona e nas páginas de um livro ainda em fase inicial de produção.

Para quem dizia que o Santos ia ter uma temporada muito difícil e que lutaria para não cair no Nacional, a surpresa. O time venceu com méritos o Paulista, batendo o Palmeiras na final, faz bela campanha no Brasileiro e também na Copa do Brasil.

Pela primeira vez desde 2010, ocasião em que ainda contava com Neymar, chegou a figurar no G4, o que não é pouco, não. Além do trabalho de Dorival, que pegou o time na zona de degola e o levou para disputar as primeiras posições no Brasileirão, a atuação de Lucas Lima, que não entendo como não vira logo titular na Seleção e tem sido atacado pelos adversários, recebendo pontapé e mais pontapé, o oportunismo de Gabriel e Ricardo Oliveira, as atuações de Daniel Guedes, David Braz ou mesmo Werley na defesa, o papel de Renato no meio, Marquinhos Gabriel e Neto Berola mais avançados e a segurança de Vanderlei no gol têm feito toda a diferença.

Pelo bem do futebol espero que passem pelo São Paulo amanhã e avancem à final da Copa do Brasil. Porque temo que uma eliminação no torneio ou possível saída do G4 no Brasileirão faça o torcedor, o público em geral e a própria imprensa esquecerem os momentos de magia que os jogadores proporcionaram nessa temporada. Mostrando, mais uma vez, como é importante investir na base. E aproveitar os jogadores saídos dela na equipe principal.

A classificação do São Paulo, por sua vez, seria premiar uma gestão fraca, para não usar termos mais pesados, que começou com Juvenal Juvêncio e passou por Carlos Miguel Aidar, cometendo trapalhada após trapalhada e transformando a agremiação em piada pronta para os rivais. Um clube que já foi exemplo de boa administração e hoje está com os cofres vazios, vivendo períodos de extrema instabilidade. Que reflete no gramado. Que o Tricolor se espelhe no Santos para crescer. E indo ou não à final passe a olhar a base com carinho.”

* Novo estádio: A ideia da diretoria santista de construir uma nova arena, a menos de 500 metros da Vila Belmiro, que poderia ser usada também pela Portuguesa Santista e pelo clube dos Portuários, não acho bacana. Melhor seria pensar em jogar um pouco mais em São Paulo, já que tem o Pacaembu à disposição, e o Santos tem muita torcida na capital paulista também. Ela não se restringe à Baixada, não;

* Vanderlei: O goleiro santista tem feito ótima temporada. Contra o Figueirense, na última rodada do Brasileirão, voltou a se sair bem e fez duas belíssimas defesas, salvando o time de derrota na etapa inicial. Na fase final o Santos melhorou e até poderia ter saído com os três pontos de Florianópolis. Mas o bom é que Vladimir, que fica na reserva, já mostrou que tem condições de substituir à altura o titular;

* Prioridade?: Faz bem Dorival Júnior em levar seus principais jogadores para Santa Catarina, não desprezando o Brasileiro, ao contrário do que está fazendo equivocadamente o Palmeiras. Se não conseguir vaga para Libertadores na Copa do Brasil, ainda tem o Nacional. Ou não? Em Florianópolis, por exemplo, Lucas Lima, que apanhou um bocado, começou jogando. Já Ricardo Oliveira entrou no final.



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