Santos como réu



A cartolagem do Santos está em polvorosa. Não só o clube da Vila não conseguiu receber o que queria pela transferência de Neymar ao Barcelona como virou réu em ação impetrada na Justiça espanhola pelo grupo DIS, que detinha parte dos direitos econômicos do atleta.

Dois ex-presidentes do Santos (Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, o LAOR, e Odílio Rodrigues) também viraram réus, assim como Neymar, o pai do atacante, o atual e ainda o ex-presidente do Barcelona, que era um dos principais aliados de Ricardo Teixeira, vale lembrar, e renunciou em meio ao escândalo que virou a transação.

Há duas ações do grupo DIS, uma penal, outra cível e um dos crimes seria de estelionato de contratos simulados, envolvendo Neymar e seu pai, o Barça e o próprio Santos.

O Santos terá que explicar o acordo em que recebeu mais de R$ 40 milhões para disputar amistoso contra o Barcelona, em que foi humilhado, vale lembrar, além de ceder direito de preferência de atletas do clube para a equipe catalã.

No conselho santista há quem queira não só explicações de LAOR e Odílio Rodrigues, mas ressarcimento aos cofres do clube inclusive por danos morais, além de expulsão da dupla do quadro associativo.

Até agora conselheiros que faziam oposição aos dois não se conformam que o Santos, ao contrário do grupo DIS, não reivindicou seus direitos, mas LAOR havia deixado Neymar livre para negociar com quem quisesse. E, sem que a diretoria do Santos soubesse oficialmente, o atacante assinou contrato de mais de R$ 135 milhões dando preferência de compra ao Barcelona. Pouco antes da final do Mundial de Clubes, em que o Santos levou uma lavada dos espanhóis.

A coisa na Vila deve ferver, se não colocarem panos quentes. E Neymar, que vinha desequilibrado desde domingo, quando recebeu cartão bobo pela Seleção diante do Peru, mostrou novamente seu destempero ontem, arrumando confusão e sendo expulso após a partida contra a Colômbia. Um vexame só.



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