Teixeira e a delação



Um ex-aliado de Ricardo Teixeira, dos tempos em que era o chefão do futebol brasileiro, diz que o ex-presidente da CBF teve conhecimento da delação de J. Hawilla à Justiça norte-americana em dezembro do ano passado. De lá para cá o dirigente, que teria sido alertado por um amigo do empresário, resolveu se desfazer de suas posses nos Estados Unidos e deixar o país com receio de ser preso.

As relações entre Hawilla, parceiro comercial da CBF e intermediário do polêmico acordo de patrocínio da Nike, e Teixeira são muito próximas e datam do início da primeira gestão do dirigente, que comandou a CBF de 1989 a 2012.

Oficialmente Hawilla teria ido aos Estados Unidos, onde acabou sendo pego na investigação e fez acordo para pagar quase R$ 500 milhões, para tratar de um câncer. O empresário diz que a doença era na garganta e que já estaria curado. Um amigo, porém, afirma que o câncer é no intestino e um segundo insiste que ele nunca esteve doente. Que o câncer teria sido “criado” para justificar sua ausência prolongada do Brasil, já que não pode deixar os Estados Unidos, onde também tinha negócios.

Teixeira, por sua vez, teria resolvido ficar entre Brasil e Uruguai, onde começou a investir depois que Hawilla resolveu abrir a boca, o que resultou, inclusive, na prisão de José Maria Marin em 27 de maio passado na Suíça. Marin, vale lembrar, foi o sucessor de Teixeira na CBF, como vice mais velho que era, e deixou o cargo em abril para Marco Polo Del Nero, tornando-se também o vice mais velho do atual presidente. Acabou afastado do cargo e do futebol depois da prisão em Zurique.



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