Cisão entre os clubes



O movimento de clubes para formar uma liga independente da CBF esbarra nas discordâncias entre as principais agremiações do Brasil, já que boa parte delas pensa apenas no próprio umbigo.

Flamengo e Fluminense, que brigaram com a Federação do Rio no início do ano, insistem que chegou a hora de os clubes assumirem o comando do futebol brasileiro. Não querem, no entanto, que Carlos Miguel Aidar, presidente do São Paulo, fique na linha de frente, como aconteceu em 1987, quando da realização da Copa União. O Palmeiras é da mesma opinião e quer que Aidar ocupe espaço secundário.

Atlético-MG e Cruzeiro também defendem a liga, mas os clubes de Santa Catarina são contra, com receio de perderem espaço na divisão de elite.

O Nordeste também está rachado. O Bahia defende a liga, mas os times de Pernambuco só aceitam participar se os três forem alçados à Série A, o que é inviável.

No Ceará, o Fortaleza vê o movimento com um pé atrás, enquanto o Ceará o defende, desde que seja colocado na elite.

Mesmo a participação do Bom Senso F.C., movimento de jogadores por mudanças no futebol, gera controvérsias. Flamengo, Inter e Cruzeiro aceitam dialogar com os atletas, mas Santos e Corinthians são contra.

Enquanto isso a CBF segue reinando, apesar de todos os escândalos que mancham seu nome, sua gestão, o futebol nacional e a própria Seleção Brasileira, que ontem saiu vaiada de Porto Alegre.



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