Tite sob pressão



A diretoria corintiana insiste que não há a menor chance de tirar Tite do comando do time, o mesmo que dizia a do Cruzeiro na semana passada, antes de demitir Marcelo Oliveira, mas não anda satisfeita com o treinador.

Não acho que Tite corra risco de demissão, mas está sob forte pressão no Parque São Jorge.

Conselheiros e torcedores reclamam que o técnico não evoluiu no ano sabático que tirou e tem grande parcela de responsabilidade pelo que está acontecendo. Montou mal a equipe nas oitavas da Libertadores, tentando segurar um empate fora de casa, com uma estranha retranca, e não apresentando alternativas ofensivas no jogo de volta.

No Brasileiro começa a cair depois de bom início. Não vence há três partidas e perdeu as duas últimas, anulado por Palmeiras, em sua arena, e pelo Grêmio, em Porto Alegre.

No Sul levou uma aula de futebol de Roger, que deu uma outra cara à equipe pós-Scolari.

O Timão tem errado muito na defesa, especialmente nas laterais, mas ontem pelo menos mostrou algum poder de reação. Depois de levar dois gols de cara, chegou a diminuir e teve chances de empatar. Mas o que anda pecando nas finalizações… Vagner Love, aliás, tem sido decepção total.

Mas a maior parcela de responsabilidade pela crise é da diretoria, que está sem dinheiro, investiu muito mal, contratou equivocadamente, não paga direitos de imagem e perdeu Guerrero e Sheik. Tem que ir ao mercado, mas sem grana como o fará?

Em relação a Tite é aquela mania de brasileiro. No começo do ano era o cara, que teria aprendido tudo e mais um pouco na Europa, quando ninguém sabia direito o que foi fazer por lá. Após o fracasso na Libertadores e a queda de produção no Brasileirão, mesmo que o técnico tenha errado, sim, já virou um treinador fracassado. Quando não é nem uma coisa nem outra.



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