A delação de Marin



Familiares de José Maria Marin estão irados com Marco Polo Del Nero, presidente da Confederação Brasileira de Futebol, que era unha e carne com o primeiro até sua prisão na Suíça.

Depois que Marin foi preso, há uma semana, Del Nero tenta se descolar de seu antecessor, de quem foi o braço direito na confederação e que era seu vice mais velho na CBF e natural substituto em caso de impedimento do titular.

Del Nero não só mandou tirar rapidamente o nome de Marin da sede da entidade no Rio como afastou seu vice, alegando que seguia determinações da Fifa.

O advogado de Marin na Suíça é da Confederação Sul-Americana de Futebol, que estaria lhe dando apoio, ao contrário da direção da CBF.

Neusa Marin, mulher do ex-presidente, estaria aturdida com a situação e muito irritada com Del Nero, que considera traidor. Quer que o marido siga a linha de J. Hawilla e abra a boca, contando tudo o que sabe para conseguir alguns benefícios.

Hawilla fez acordo com a Justiça norte-americano para não ser preso. É réu confesso e pagou quase R$ 500 milhões aos Estados Unidos. Com ele e suas empresas nada aconteceu até aqui no Brasil.

A família de Marin procura advogados na Suíça e quer que responda o processo no país europeu em prisão domiciliar. Mas, para isso, teria que ter casa lá, o que não é o caso. E não adianta comprar imóvel agora que está detido.

O dirigente luta para não ser extraditado para os Estados Unidos. Se for, pretende colocar a boca no trombone, como fez Hawilla, devolver dinheiro aos cofres norte-americanos e tentar prisão domiciliar.

Apesar de a defesa de Hawilla dizer que ele não usa tornozeleira eletrônica, a informação da família de Marin é outra. De que usa, sim, o que não seria empecilho para o ex-presidente da CBF, que tem 83 anos de idade e só não quer acabar seus dias atrás das grades.

Se de fato abrir a boca, mesmo que seja após possível extradição para os Estados Unidos, muita gente deve ficar apavorada. A não ser que ele agisse só e ninguém soubesse de nada, o que parece bem improvável segundo o que indica investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.



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