Qatar sem Copa



Com a renúncia de Joseph Blatter à presidência da Fifa, a Copa do Qatar fica cada vez mais em xeque. O Mundial de 2022 tende a ser revisto e tirado do país árabe. E os Estados Unidos já aparecem como fortes candidatos a recebe-la, já que o esporte não para de crescer no país.

Já a Copa da Rússia, em 2018, deve continuar no país, mesmo com suspeitas sobre irregularidades no processo de votação, pelo menos segundo avaliações de jornalistas suíços e alemães que cobrem o dia a dia da Fifa.

O processo de escolha das sedes, aliás, deve ser revisto, especialmente após as denúncias em relação à Copa da África do Sul.

Que o Brasil, sede do Mundial do ano passado, abra os olhos. E em todos os sentidos. A renúncia de Blatter, afinal, deveria servir de exemplo para Marco Polo Del Nero, que poderia deixar a CBF o mais rapidamente possível.

É hora de os patrocinadores se mexerem e dizerem que não querem seguir atrelados ao mar de lama que mancha há tempos a imagem da confederação e da própria Seleção Brasileira.

Pelo menos seis de 13 patrocinadores da Seleção exigiram que suas marcas ficassem de fora de entrevista de Del Nero, em que o dirigente se dizia inocente e afirmava nada saber sobre os atos de José Maria Marin, seu braço direito na entidade.

Mas é pouco. A camisa da Seleção está desvalorizada, misturada com a imagem nefasta da CBF.

Assim como a pressão na Fifa para mudanças de rumo da entidade era enorme, no Brasil os patrocinadores têm de se mexer. E exigir mudanças. Se não se tornam cúmplices disso tudo.



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