Despedidas do Timão



O Corinthians já dá como certa a saída de Emerson Sheik, que para continuar no Parque São Jorge teria que aceitar redução salarial de R$ 520 mil para R$ 300 mil mensais.

Guerrero, que só de luvas queria R$ 18 milhões, tampouco deve seguir no Timão. Além das luvas, pega a questão salarial. Ele recebe R$ 480 mil mensais e o Corinthians até já esteve disposto a aumentar a quantia para R$ 500 mil, mas, diante da crise financeira, passou a falar em redução de 20% nos vencimentos, descontentando o peruano.

Danilo, Ralf e Fábio Santos, cujos contratos vencem no final do ano, são outros três que devem procurar novos ares.

O descalabro financeiro, que começou na gestão Andrés Sanchez, continuou na de Mário Gobbi e estourou na de Roberto de Andrade, teve, na contratação de Alexandre Pato, um de seus ápices. O atacante, hoje no São Paulo, custou R$ 40 milhões e o Corinthians ainda tem que pagar R$ 400 mil por mês para ele defender o rival.

Com o atraso no pagamento de direitos de imagem o clima no Timão segue ruim, inclusive porque há representante de atleta descontente não só com a diretoria mas também com Tite. A reclamação é que o técnico, contratado no final do ano passado, ganharia muito (acima dos R$ 600 mil por mês) e, ao contrário de alguns jogadores, estaria recebendo em dia, o que as partes não confirmam.

Seja como for, a direção corintiana diz que o objetivo, depois da vexatória eliminação da Libertadores, é vencer o Brasileiro ou, pelo menos, garantir uma vaga no torneio sul-americano ano que vem. Acho que é possível. O Corinthians pode não ser o Milan do início dos anos 90, nem o Barça ou o Bayern de Munique, como apontaram alguns semanas atrás, mas tampouco é um timinho. Tem condições, sim, de brigar pelas primeiras posições no Brasileiro. Mas isso só o tempo dirá. O início na competição, pelo menos, foi bom. Dois jogos, duas vitórias. Só que ainda há muita bola a rolar. Muita bola mesmo.



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