Flamengo “na confusão”



Dirigentes e conselheiros do Flamengo estão divididos. Uma parte acha o time muito fraco e defende a contratação imediata de dois grandes reforços, a outra acredita que a equipe é razoável e que eventuais contratações têm que ser feitas com muita calma e de acordo com a situação econômico-financeira do clube.

Concordo com a segunda corrente. O presidente Eduardo Bandeira de Mello já deixou claro que pretende reforçar o clube, mas sem deixar de lado a palavra-chave, que é austeridade.

Bastaram dois jogos no Brasileirão para acender o sinal amarelo na Gávea. Na estreia, uma atuação fraquíssima contra os reservas do São Paulo e derrota por 2 a 1 no Morumbi. Ontem, no Maracanã, empate polêmico nos últimos minutos diante do Sport, 2 a 2. Um ponto em seis disputados e o time já próximo da zona de degola, a chamada zona “da confusão”.

Não acho que o time do Flamengo seja dos piores, o problema é que Vanderlei Luxemburgo iniciou a competição falando grosso e sonhando com a Libertadores, o que talvez seja exagerado. Cabe ao técnico, com o material humano que tem, entrosar o grupo e achar uma outra forma de jogar, que não é a da estreia nem a de ontem.

O técnico, aliás, tem recebido críticas na Gávea desde que montou errado a equipe contra o Atlético-MG, pela Copa do Brasil do ano passado, e levou uma virada histórica em Minas, sendo eliminado da competição. Mas tem o respaldo de Bandeira de Mello.

No Estadual do Rio também não foi bem em momentos decisivos, perdendo a Taça Guanabara para o Botafogo na rodada final e não conseguindo chegar nem à decisão do torneio.

Tem que falar menos e trabalhar mais, porque competência para montar boas equipes Luxemburgo tinha. Acho que ainda tem, mas precisa provar que consegue, mesmo que os ovos não sejam de primeira. Há times piores no Brasileiro e o Flamengo pode, pelo menos, ficar na primeira parte da tabela, entre os dez primeiros.

Sobre a partida de ontem e o lance do fair-play ou da falta dele por parte do Mengo, discordo de muito que ouvi por aí. A meu ver, o atleta do Sport, que dizia sentir câimbra, estava de malandragem e, se não estava, parecia estar e o Flamengo, precisando do resultado, simplesmente não compactuou com ele e não devolveu a bola que Diego Souza jogou para a lateral.

Aliás que partida de Diego Souza. No gol e na linha.

Feia foi a discussão com Luxemburgo, que vive à beira do gramado discutindo com jogadores adversários. Provocando-os. Não deveria passar impune. Maus exemplos no futebol vemos de montão, vide o que se passou em Boca x River semana passada e que culminou, merecidamente, na eliminação do primeiro das quartas de final da Libertadores.

É hora de darmos um basta em muita coisa, inclusive em técnicos e jogadores que vivem querendo enganar a arbitragem e dar ordens nos árbitros. Fora os palavrões contra o quarteto de arbitragem. A orientação da CBF para que isso seja coibido, aliás, está corretíssima.



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