A jogada da CBF



Ao convidar João Doria Jr. do grupo Lide, para chefe da delegação brasileira na Copa América do Chile a CBF pretende não só se aproximar do empresariado como também do PSDB.

A Seleção foi um dos assuntos em pauta em jantar comandado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, semana passada, no Palácio dos Bandeirantes, com presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, quer resgatar a imagem da equipe canarinho, ainda abalada pelos 7 a 1 da Alemanha, e conseguir novos patrocinadores e parceiros comerciais para apoia-la no Brasil e no exterior. Um deles, acreditem ou não, é a Odebrecht, empreiteira ligada ao Maracanã e à Arena Corinthians, apesar da crise em que estão as construtoras brasileiras.

A ideia também é conseguir parcerias no exterior, já que o grupo Lide participa de eventos fora do Brasil, com ênfase nos Estados Unidos, onde o futebol tem crescido muito.

Por intermédio de João Doria Jr., que é muito ligado a políticos do PSDB, Del Nero espera conseguir maior apoio no Congresso para as chamadas causas do futebol. Leia-se pauta de clubes, federações e da própria CBF, como a derrubada de contrapartidas para quem aderir ao programa de refinanciamento de dívidas com o governo federal.

Walter Feldman, que trabalhou para a campanha de Marina Silva no ano passado e agora atua como contratado da CBF, é outro que atua no Congresso para aumentar a bancada da bola e defender os interesses da confederação.

A velha política, pelo jeito, continua com tudo…



  • Gustavo

    Janca, ler isso me deu nojo é cada vez mais difícil torcer para a seleção brasileira.

    • janca

      O problema não é a Seleção, é a CBF, que a trata como se fosse um produto privado, quando, na verdade, trata-se de um patrimônio nacional. Ou deveria se tratar de.

  • Edison

    nojo! esta palavra resume tudo.

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