A queda de Gallo



A saída de Alexandre Gallo do comando da Seleção que vai representar o Brasil na Olimpíada já era mais do que esperada, mas o técnico ser demitido a pouco mais de três semanas do início do Mundial Sub-20 pegou muita gente de surpresa.

Na minha coluna de terça ((5) no diário LANCE! eu já dizia que Marco Polo Del Nero não via Gallo, que era queridinho de José Maria Marin, com bons olhos. A tendência era o treinador procurar novos ares depois do Mundial Sub-20, não antes.

A recente demissão de Caio Zanardi da Seleção Sub-17, no entanto, deixou Gallo ainda mais fragilizado nas categorias de base das quais ele já tinha deixado de ser o coordenador, aliás. Acabou precipitando sua queda. Gallo era amigo de Zanardi e percebia que estava sendo fritado aos poucos por Del Nero e não chegaria à Olimpíada do Rio.

Acerta a CBF, já que Gallo não tinha mesmo currículo pra atuar na base e muito menos dirigir o Brasil nos Jogos Olímpicos, mas erra no momento da demissão. Estamos quase às vésperas do Mundial Sub-20 e Mário Rogério Reis Micale, com ótimo desempenho na base do Atlético-MG, terá pouco tempo para trabalhar a Seleção.

A convocação, aliás, havia sido feita por Gallo, que deixa legado nenhum nos mais de dois anos em que “trabalhou” para a CBF. Seja na base, seja como espião de Luiz Felipe Scolari na Copa de 2014, quando, pelo jeito, observou bem mal os adversários da Seleção.

Já vai tarde o treinador. Mas sua saída, após 27 meses de “trabalho”, só mostra a desorganização com que a CBF trata nosso futebol. E nossas seleções. O momento, definitivamente, não foi o melhor. Não poderiam tê-lo tirado em fevereiro, depois do fiasco no Sul-Americano Sub-20? Ou após a Copa do ano passado? Ou melhor, por que é que foram chama-lo? Marin e Del Nero devem muitas explicações. Que dupla!

Ah! E vale lembrar que agora, em tese, Dunga dirige a Seleção na Olimpíada, quando tentaremos o inédito ouro para o futebol. Será testado no evento, a não ser que bata o pé e fique só com a Seleção principal. Porque uma derrota nos Jogos do ano que vem em casa e possivelmente teremos outro técnico para comandar o Brasil em 2018. Se chegarmos à Copa, claro. Porque do jeito que as coisas estão indo… Dona CBF, dona CBF… Que coisa! Gol da Alemanha, não?



MaisRecentes

Nova caminhada



Continue Lendo

O desabafo de Cuca (ainda)



Continue Lendo

As críticas de Cuca



Continue Lendo