Críticas a Felipão



Depois da derrota para o Inter e da perda do Campeonato Gaúcho crescem as críticas a Luiz Felipe Scolari, cujo trabalho vem sendo questionado por parte dos conselheiros do Grêmio e da mídia do Sul.

Apesar da pressão em relação a Felipão, o presidente Romildo Bolzan Jr. garante que o técnico permanece até o final do ano que vem. Scolari adota o mesmo discurso e desde antes da decisão do Gaúcho diz que não tem intenção de largar o Grêmio.

Depois da Copa-2014 o técnico, amargurado com os 7 a 1 que o Brasil levou da Alemanha, decidiu seguir com a vida e voltar a trabalhar o mais rapidamente possível, aceitando convite para treinar a equipe gremista.

Após um bom início no Brasileiro, que já estava em andamento, o time caiu nas rodadas finais e não conseguiu a sonhada vaga para a Libertadores, ao contrário do Inter, que hoje, pelas oitavas de final do torneio sul-americano, pega o Atlético-MG.

No Gaúcho o time fez atuações abaixo do esperado e na final acabou engolido pelo Inter, de Diego Aguirre.

Scolari tem sido muito questionado porque mal teria contato com a base do Grêmio e teria errado na escalação e na estratégia para as finais.

A falta de sintonia com a base é alvo de críticas de conselheiros, que lembram que o lateral-esquerdo Breno, de apenas 20 anos, acabou dispensado para logo em seguida se destacar no Vitória de Guimarães.

Grupos políticos que fazem oposição à direção gremista também pede a nomeação de um vice de futebol forte que possa integrar e dar rumo ao departamento, que não estaria bem cuidado nas mãos de Felipão. E alguns insistem na tese de que o técnico está ultrapassado, o que ele e sua assessoria rebatem desde que terminou o Mundial no Brasil e a Seleção levou dez gols em dois jogos, sete da Alemanha e três da Holanda.

Apesar do fiasco Felipão ainda tinha esperanças de seguir na Seleção e considera que a Globo, que fez até editorial contra seu trabalho na voz de Galvão Bueno, tem muita responsabilidade em sua queda. A emissora soube da demissão, vale lembrar, antes mesmo do técnico. Mas, cá entre nós, não havia mesmo clima para ele seguir comandando o time depois da maior derrota da história de nosso futebol em sua trajetória já centenária, havia?



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