O título do Santos



E não é que o Santos, um time em que ninguém apostava antes de o Paulista começar, ganhou o Estadual deste ano? Nos pênaltis, que não são loteria, não.

Uma conquista merecida pelo poder de superação mostrado na Vila Belmiro e por não ter deixado o Palmeiras fazer 2 a 0 na partida de ida, quando os santistas tinham um homem a menos em campo.

Mas não deu para entender a estratégia do Palmeiras no primeiro tempo. O Verdão ficou recuado, esperando o Santos atacar, deixando muito espaço para o adversário e marcando mal, mal, mal.

Com Robinho em campo, o time praiano não teve tantas dificuldades assim para fazer 2 a 0 na fase inicial, tirando a vantagem que os rivais tinham obtido no jogo de ida.

A polêmica na primeira etapa ficou por conta da arbitragem que, a meu ver, acabou favorecendo o Palmeiras, já que Dudu mereceu a expulsão, mas Geuvânio, não. E o palmeirense, que fez um campeonato abaixo das expectativas e prejudicou o Palestra nos dois jogos da final, tem tudo para se dar mal, pois nitidamente empurrou o árbitro depois de receber o vermelho.

No segundo tempo, porém, quem resolveu recuar em demasia foi o Santos, pensando só em segurar o resultado. E aí quem teve todo o espaço para atacar foi o Verdão, que antes de diminuir o placar teve duas grandes chances, salvas pelo goleiro santista.

O time da capital acabou diminuindo o ritmo no final, quando o zagueiro Victor Ramos foi merecidamente expulso e a decisão foi para as penalidades máximas. E nelas o Santos se deu melhor.

Para o Palmeiras, o vice-campeonato e uma lição. Na partida de ida deveria ter pressionado mais com a vantagem numérica, com um homem a mais em campo. E na de volta não poderia ter entrado tão recuado. Já Dudu, que chegou como promessa de ídolo, tem muito a se explicar.



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