O fim do Carioca



Descontentes com o atual formato de disputa do Estadual do Rio, Botafogo, Flamengo e Fluminense adotaram o mesmo tom de Fred e querem extinguir o Carioca, como se referiu ao torneio o atacante, ou fazer os quatro grandes entrarem apenas na fase final.

Assim que a competição deste ano terminar, os três pretendem se reunir para discutir propostas de reformulação do calendário e o formato de disputa dos Estaduais, debate que deve incluir grandes de outras regiões também e a própria Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão.

A avaliação de Botafogo, Flamengo e Fluminense é que não dá para seguir como está. A última rodada da primeira fase, que definiu os quatro semifinalistas no Rio e determinou o campeão da Taça Guanabara, foi total fracasso de público. Os quatro jogos dos grandes, para se ter uma ideia, reuniram, somados, pouco mais de 10 mil torcedores.

A Globo também está insatisfeita com a situação, não só no Rio, em São Paulo também, porque tem sérias dificuldades para vender para o telespectador jogos da primeira fase que não valem absolutamente nada. E o nível dos chamados clubes pequenos é cada vez pior.

Apesar da insatisfação e da vontade de alguns de resgatar os torneios regionais, como o Rio-São Paulo e o Sul-Minas, não há consenso sobre o assunto. Executivos da emissora lembram que o último Rio-São Paulo, em 2002, teve 16 times e foi um tremendo fracasso.

No Campeonato Paulista temos 20 participantes, um baita exagero, e no Carioca são 16, número que pode subir para 20 num futuro não tão distante assim de acordo com desejo de Rubens Lopes, o presidente da Federação do Rio, que sonha em ampliar o Estadual para conseguir mais votos. Ao lado dele está Eurico Miranda, que acha que o campeonato tem que seguir inchado, pois sustenta 3 mil famílias no Rio.

Mas,como bem lembrou Fred, se sustenta 3 mil famílias o faz por três ou quatro meses, já que, com o calendário como é hoje, jogadores de times pequenos passam mais da metade do ano desempregados, o que só mostra que o calendário tem que ser reformulado com urgência. Já deveria ter sido, aliás. Só que enquanto as federações seguirem dando as cartas, inclusive na CBF, e cada clube pensando apenas no próprio umbigo, a situação fica difícil. Cada dia mais complicada.



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