A volta dos regionais



A volta dos torneios regionais deve ser um dos assuntos na pauta de discussões de alguns dos principais clubes brasileiros, que pretendem definir uma estratégia conjunta para derrubar algumas das contrapartidas da medida provisória do governo para renegociar suas dívidas.

A reunião, ainda sem data definida, deve focar, além da medida provisória, a questão dos Estaduais, que começa a incomodar a TV pela baixa audiência e pela dificuldade de vender jogos que nada valem aos domingos.

Foi o que aconteceu nesse último final de semana em São Paulo, quando o Corinthians foi atuar em Capivari num estádio acanhado e cheio de espaços em branco. Foi difícil chamar a atenção do telespectador para um jogo sem interesse, que não passava de um amistoso para o Timão. E um amistoso sem luxo nem glamour, o que irritou a emissora que detém os direitos de transmissão do torneio.

O público da rodada em SP, somados todos os jogos de sexta a domingo, ficou na casa dos 50 mil, o que, convenhamos, é muito baixo, mas compreensível dada a falta de interesse dos jogos dessa primeira fase, com os grandes passeando, mesmo usando muitas vezes reservas, e os pequenos fraquinhos, fraquinhos…

Os anunciantes começam a reclamar e a TV, pelo jeito, também. Antes tarde do que nunca…

Incomodados com a situação e ainda tendo Flamengo e Fluminense brigados com a federação do Rio, os grandes do futebol brasileiro querem discutir com Globo e CBF a viabilidade de resgatar os regionais, como o Rio-São Paulo e o Sul-Minas. Os Estaduais, em tese, ficariam para os pequenos, valendo vaga para a Série D do Brasileirão. E poderiam, eventualmente, ter os grandes apenas na fase decisiva.

Do jeito que está são vários que dizem que não dá para continuar, o que o Bom Senso F.C. vinha alertando há tempos, aliás. É o caso do Santos, que quando joga no Pacaembu reclama que só tem prejuízo. Mas na Vila também vinha tendo. E no Pacaembu só enfrenta times de segunda ou terceira linha, que acabam prevalecendo no Paulistão ou Paulistinha, como preferem alguns. Assim fica complicado mesmo, não?

E se os clubes não se mexerem, que anunciantes e TVs se mexam no lugar deles. Com pressão eles serão obrigados a fazer alguma coisa. Pelo menos já vão discutir a questão e não se centrar apenas na discussão das contrapartidas pelo refinanciamento de suas dívidas. Contrapartidas que são legítimas, aliás, e espero que não caiam no Congresso Nacional.



  • Raphael

    Enfim conseguiram, mais uma vez os jornalistas matam o futebol brasileiro. Futebol não é só time grande, é os 7 virando 10 rapidamente.

    • janca

      Claro que futebol não é só time grande, mas o atual modelo está matando os pequenos. Ou você acha que os pequenos hoje têm a mesma força que já tiveram nos anos 70 ou 80? Não. O atual modelo não interessa aos grandes nem aos pequenos. Alguma mudança tem que existir. E ser discutida. Especialmente os Estaduais, que não têm a força de outrora. Nem a torcida de Capivari quis ver o jogo de domingo…

      • Edson – Santo André

        A ideia é muito simples: Copiar o calendário Inglês: Um campeonato de pontos corridos durante o ano, com espaço para os clubes fazerem amistosos com equipes da Europa, 02 Copas (manter a Copa do Brasil e utilizar os estaduais sem as equipes grandes, com os melhores colocados disputando um mata- mata com as equipes das séries A e B em jogo único, como a Copa da Liga Inglesa). Os amistosos e torneios da CBF teriam as datas respeitadas, os clubes com jogadores convocados não seriam penalizados, pois não teriam rodadas em Datas FIFA. A Conmenbol teria que adequar o calendário de suas competições internacionais como a UCL e Europa League (Libertadores e Sul-Americana sendo disputadas simultaneamente). Se tentarem um ano não muda nunca mais. Até os pequenos sairiam na vantagem.

        O difícil é fazer o simples!!!!!

        Abraço!

    • Mario

      lembre-se que Del Nero e outros cartolas sempre são eternamente reeleitos com os votos dos pequenos ficando mais ricos e os pequenos ficando mais pobre a cada ano.

    • José Henrique

      Se a Tv espera audiencia transmitindo jogo do Spfc, pode tirar o cavalo da chuva.
      O jogo do Corinthians contra o Capivariano, foi para o PPV.
      Isso para o estado de São Paulo, a capital da Califórnia Brasileira, que é onde interessa realmente exibir a marca dos anunciantes, que financiam os clubes.
      Realmente vc. Tem razão, anunciante não que ver seu produto exibido em jogo que da 2 pontos de audiência e perde para o Hugu., e pagar o mesmo valor equivalente a um jogo que da em média 20 pontos, que sao os jogos do Corinthians.
      Resumindo, sempre foi assim, a audiência do Ccorinthians, segura o contrato com a TV, e os demais clubes rivais, alguns que não suportam isso, deveriam levantar as mãos para o céu, por terem suas cotas elevadas, desde a quebra do sinistro C 13.

      • Maximus Voreno

        José, vc mora em SP?

        Acho que não…. pq domingo o jogo da Globo foi o jogo do Corinthians vc está redondamente enganado.

        • José Henrique

          Exato. Para fora da capital a TV passou o SPFC, e a Band Botafogo do Rio.

          • janca

            No Rio interessava mesmo o clássico, que só começou mais tarde. Em São Paulo tanto o jogo do Corinthians quanto o do Tricolor contra o fraquíssimo Marília não interessavam a ninguém. Nem São Bernardo x Palmeiras pelo SporTV. Cada joguinho…

  • Caio Badaró

    Sou contra os regionais, eles matam os estaduais. O modelo correto seria com estaduais mais curtos para os grandes, em formato de mata-mata tipo Copa do Mundo, disputado em 1 mês e o restante do ano para a Copa do Brasil e Brasileirão.

    • janca

      Também não sou favorável aos regionais e acho que o modelo dos Estaduais deveria ser repensado. Não podem ocupar tanto espaço dos grandes no calendário nacional.

    • Raider

      Sou a favor de fórmulas mais simples e curtas para os estaduais, como vemos nos torneios disputados no Ceará, primeira fase com no máximo 10 rodadas seguida de mata-mata.

      Caio, os regionais ao meu ver se forem disputados valendo vaga pra uma competição (tipo a Copa Sul-Americana, como é feito na Copa do Nordeste e na Copa Verde por exemplo), não mataria os estaduais. Daria até um incentivo aos pequenos.

      Na verdade o calendário brasileiro precisa ser revisto de maneira geral. Esse ano foi um avanço com os 30 dias de férias e 30 dias de pré-temporada e amistosos.

      Adequar o calendário ao europeu é complexo, o Campeonato Argentino dura o ano todo…

  • Mario

    solução para tudo dos cartolas e do povo da Globo é Mata-mata ou fazer monte de clássicos , vai ser mais um tipo no pê , o problema do futebol no Brasil é o excesso de jogos , a baixa qualidade do futebol a apresentado em campo , a falta de credibilidade da CBF/STJD/Juizes , dos cartolas e da propria Globo , enquanto isso não mudar as coisas só vão piorar.

    sobre a MP da Dilma é uma piada , nem na Europa os cartolas iriam entrar nesse refinanciamento se tivessem opção de ficar de fora.

    • janca

      Discordo em relação à sua posição sobre a medida provisória, Mario. O governo é credor e tem que exigir contrapartidas. Espero que o Congresso Nacional não as derrube, pois a bancada da bola é forte.

      • Mario

        a questão não se o governo é credor e sim que os clubes podem optar de não entrar nesse refinanciamento , já que estão em outros programas que não os rebaixaria , não Europa os clubes não tiveram essa opção .

        e outra como os clubes participariam de Libertadores ou sul-americana se essas competições são organizadas pela conmebol que continuaria ter reeleição eterna?

        • janca

          O São Paulo é um que havia dito que não iria entrar. O clube, claro, pode não entrar no refinanciamento, mas aquele que deve tem que dar um jeito de pagar.

  • Eduardo

    Em vez de ideias retrógradas e saudosistas, por q os clubes não pensam em outro tipo de competição nacional, disputada em mata-mata como querem vários clubes. Idealizem outra copa, baseada na Copa da Liga da Inglaterra, podendo chegar a mais de cem participantes no formato mata-mata, com jogos únicos em fases iniciais. Os clubes grande e os de menor expressão poderiam disputar os campeonatos brasileiros das várias séries durante o ano todo, juntamente com as Copas do Brasil e da Liga. Ambas as copas e o campeonato brasileiro poderiam ser disputados de fevereiro até novembro, deixando um período grande para pré-temporada e amistosos como preparação final. As competições continentais tbm teriam q ter o mesmo período, fevereiro – novembro. As copas nacionais poderiam ser disputadas tanto em dias de semana como nos finais de semana e as competições continentais, somente em dias da semana, ficando o campeonato brasileiro exclusivamente com finais de semana. Sabem como: o campeonato brasileiro teria q ter 16 clubes, apenas.

    • janca

      A Copa do Brasil não deixa de ser uma espécie de Copa da Inglaterra, Eduardo. Embora até possa ser expandida.

      • Mario

        lembre-se a Iglaterra tem 2 copas durante a temporada , a copa do Brasil seria a Copa da Inglaterra e os estaduais poderiam virar uma versão da copa da liga inglesa.

        • janca

          Eventualmente poderíamos ter duas Copas por aqui. Não deixa de ser uma ideia. Enfim, ideias há várias, do jeito que está não dá para continuar. Com os Estaduais esvaziados ocupando quatro meses do calendário. Nem como pré-temporada eles servem.

      • Eduardo

        mas lá tem 2 competições: a copa da inglaterra e a copa da liga

        • janca

          É uma ideia, não sei se aqui pegaria, mas é uma ideia, enfim.

    • Raider

      Campeonato Brasileiro ter apenas 16 clubes é algo absurdo e descomunal. Um país como o Brasil é 20 clubes o ideal. Campeonato com 16 equipes é padrão para estaduais ou mesmo regionais.

  • Vaz

    Os pequenos de hoje e coloque pequeno nisso não passam de clubes de aluguel, senão vejamos: Audax? Red Bull? Só para ficar nestes. Pelo Brasil afora é o mesmo e aqueles clubes do passado como 15 de Piracicaba, Inter de Limeira, São Bento, Guarani, Bragantino morreram, submergidos pelos interesses dos tais investidores, procuradores e empresários do meio. Isto juntamente com interesses particulares de administradores (leia-se cartolas) é o que está matando no nascedouro nossos atletas, clubes e a renovação.
    Janca, alguém consegue imaginar um Romário, Sócrates e Raí, da vida saindo de clube “pequeno” como um América, Olaria, América de Minas, Botafogo de Ribeirão Preto e construindo carreira em time grande? Um Luiz Pereira, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e mais um centena de jogadores antes de irem para o exterior e consagrados?
    Podem criar a fórmula e campeonatos que for, o que mata é que nossos jovens jogadores estão indo para o exterior antes mesmo de mostrarem seu talento. Nas bases, poucas existente, estes atletas já estão na mão dos tais investidores e desenvolvem seus talentos treinados para jogar em futebol europeu. Esqueça a quele garoto de dribles e velocidade, o que se quer agora é marcador brucutu e cara que joga pelo conjunto em posições determinadas. Nada de audácia e talento. Quando algum aparece termina no exterior se entrar no esquema para ser vendido ou mostrar futebol arte e termina esquecido, sufocado pelas necessidades de atender aos interesses financeiros e comerciais e tudo isso antes de 18 anos.
    Não é isso que vai mudar nada e sim a proibição de jogadores pertencerem a pessoas fora de clubes de futebol.Concordo com prazos e contatos inicias de 5 anos com o time que o revelar, que os contratos não sejam escravidão e que ao fim ou durante a vigência, pagas as multas rescisórias e com a concordância de ambas as partes possam ser renovados ou o jogador segue seu rumo pela melhor proposta como acontece na Europa e não ao sabor dos interesses do procurador de plantão que vende jogador para qualquer lugar como China, Leste Europeu, Países Árabes……
    Vejamos o caso Neymar. Já se fala em 200 milhões de Euros (acho exagero) mas não conte com menos de 100 e o que restou ao Santos? 15 milhões? Onde foi parar o resto e aí tome grupo de investidores com 5% ( mau explicado até hoje), empresas de um lado brigando com o clube já que outro investidor teria levado parte da grana, ex-Presidente do Barcelona indo para a cadeia e a história cada dia fede mais. Antes foi o Ganso com empresário e procurador fazendo de tudo e conseguindo tirar o jogador do Santos a troco de nada já que tanto um como o outro nas bases já não pertenciam ao clube. Assim acontece pelo Brasil afora a nociva e destrutiva ação de gente que tem como único objetivo ganhar dinheiro rápido antes que a promessa não seja tão promessa assim.

  • Henrique

    Além do que, se for para assistir pela tv, vou assistir ao Barcelona x Real, muito mais jogo do que São Paulo e Marília. Mesmo que eu tenha que pagar para assistir, ainda vale a pena.

    • janca

      Mas a TV escondeu esse Barcelona x Real. De casa não consegui ver. Só o do primeiro turno passou na ESPN, né?

      • Maximus Voreno

        Vdd Janca.
        sacanagem total

  • Jefferson

    O calendário do Futebol Brasileiro deve ser totalmente remodelado para atender tanto as necessidades dos clubes, quanto a dos jogadores, no quesito férias. A CBF poderia abrir uma ampla e justa conversa (sem regionalismos e politicagem no meio) para resolver essas questões, senão, o Bom Senso F.C. junto com o Governo Federal farão o que ela (não) faz: tomar atitude e mudar “na marra” o calendário. Por mim, os clubes têm que seguir essa MP, se quiserem ter dinheiro em seus caixas.

  • Mário Vieira

    Janca, uma das principais reclamações é que os Estaduais não valem nada. Que benefício lhe traz ser campeão paulista? OK, soube recentemente pesquisando nos wikipedias da vida e vendo o regulamento no site da CBF, os estaduais determinam as equipes que disputarão a Copa do Brasil do ano seguinte, mas para os chamados grandes isso também não tem relevância, pois há o critério de classificar 10 equipes pelo ranking da CBF caso o clube não conquiste a vaga via estadual (é por esse critério que se dará a participação do Botafogo na CdB deste ano), por onde eles podem entrar na competição.
    Como já comentaram aqui, também acho retrógrada a ideia das copas regionais, mas se elas de fato retornarem elas tem que “valer alguma coisa”. Uma ideia minha seria, em primeiro lugar terminar a Copa Verde e voltar as Copas Norte e Centro-Oeste. Depois as 5 copas regionais dariam vaga à Sul-americana do ano seguinte para seus respectivos campeões, se eles conseguirem se classificar para a Libertadores via Brasileirão ou Copa do Brasil a vaga vai para o vice, 3ª melhor campanha, e assim por diante. A 6ª vaga para a Sul-americana seria para o vice da Copa do Brasil e as duas últimas vagas restantes para o 5º e 6º colocado do Brasileirão. Desta forma as copas regionais teriam algum interesse, as vagas para a Libertadores só vem no final do ano, mas pelo menos asseguraria a participação em uma competição continental ainda no início da temporada.

    • janca

      Mas a Sul-Americana não é muito valorizada aqui no Brasil, acha não?

      • Edson – Santo André

        A ideia é muito simples: Copiar o calendário Inglês: Um campeonato de pontos corridos durante o ano, com espaço para os clubes fazerem amistosos com equipes da Europa, 02 Copas (manter a Copa do Brasil e utilizar os estaduais sem as equipes grandes, com os melhores colocados disputando um mata- mata com as equipes das séries A e B em jogo único, como a Copa da Liga Inglesa). Os amistosos e torneios da CBF teriam as datas respeitadas, os clubes com jogadores convocados não seriam penalizados pois não teriam rodadas em Datas-FIFA. A Conmenbol teria que adequar o calendário de suas competições internacionais como a UCL e Europa League (Libertadores e Sul-Americana sendo disputadas simultaneamente). Se tentarem um ano não mudam nunca mais. Até os pequenos sairiam na vantagem.

        O difícil e fazer o simples!!!!!

        Abraço!

      • Mário Vieira

        Não é valorizada pela Globo.
        Sejamos francos, depois que a Sul-americana passou a dar vaga para a Libertadores os clubes passaram a ter mais interesse, além disso ela credencia para disputa da Recopa e da Copa Suruga no Japão (e hoje os times falam em internacionalização da marca), o São Paulo teve a oportunidade mas a CBF fechou os olhos, e o clube fez uma maratona de jogos idêntica a do Corinthians nessa semana. A partir deste ano também disputará a Copa Euroamericana contra o campeão da Liga Europa em dois jogos, um em casa e outro na Europa. No caso da vaga para Libertadores sacrifica o 4º lugar do G4, lembra do Botafogo torcendo para o Lanús contra a Ponte Preta?
        Como dito não interessa para a Globo, vamos recordar 2012, ano que o Fox Sports iniciou as atividades no Brasil. Todos sabem que a Fox é parceira da Conmebol (basta ver o logo dela nos eventos da entidade), e por isso é detentora dos direitos de transmissão da Libertadores, Sul-americana e quero ver a Copa América esse ano como vai ser.
        Em 2012 o calendário já estava pronto no mesmo formato dos anos anteriores. Corinthians campeão da Libertadores e picos de audiência, a Globo teve de transmitir do estúdio enquanto a Fox transmitia das tribunas dos estádios, o mesmo aconteceu na Sul-americana.
        Na Sul-americana foi pior ainda, a Globo comeu na mão da Fox, a Copa do Brasil terminou no primeiro semestre com o Palmeiras campeão, e no segundo semestre nos jogos de meio de semana que não tinha rodada do Brasileirão só tinha a Sul-americana para ser transmitida, e para piorar a situação da Globo o São Paulo foi até o fim e foi campeão. A Fox dava risada….
        Resultado: a Globo mexeu os pauzinhos e junto com a CBF fez o atual regulamento esdrúxulo da Copa do Brasil com 86 times, duração até o final do ano, e os eliminados até a terceira fase com melhor classificação no Brasileirão do ano anterior junto com os campeões das Copas Verde e Nordeste ingressam na Sul-americana. Só time pequenos do Brasil numa competição que os times estavam começando a dar importância, mas a “influente Rede Globo”…….
        Você não concorda que no ano passado a Sul-americana teve um nível de competitividade maior que o da própria Libertadores?
        Sou corintiano, e gostaria que o Corinthians disputasse a Sul-americana do ano passado, mas o time nem sonharia em pensar em ser eliminado na Copa do Brasil, uma vez que adiantou as cotas da TV até 2017, sendo refém da Globo.

        Em outras palavras, meu comentário estava implícito que, a fórmula que sugeri seria benéfica para todos: clubes grandes, médios e pequenos, Globo, Fox, CBF e Conmebol.

        Um abraço!

  • Tiago

    Jogos horríveis, ingressos caros, estádios vazios…Parabéns aos envolvidos na elitização do futebol, com os atuais valores praticados no brasil torcida nenhuma lota estádio num campeonato tão sem graça.
    O futebol era muito melhor quando se pagava um valor justo pra ir ver seu clube do coração jogar, hoje em dia se você quer acompanhar todos os jogos tem que desembolsar no mínimo um salario só com ingressos, fora lanche, condução, jogo as 22hrs sem transporte pra voltar pra casa, ESSA SIM É A VERDADEIRA VIOLENCIA PRATICADA NO FUTEBOL!

  • Maximus Voreno

    A idéia de tirar osapato estaduais não me agrada.
    Acho que os estaduais devam ser repensados em duas frentes.
    PARTICIPACAO DOS GRANDES NA RETA FINAL DO CAMPEONATO.
    Não diretamente nas finais, por que eu entendo que alguns jogos preliminares servem como pré-temporada. Mas colocar os clubes onde 6 ou 8 jogos definam o campeão.

    ESTÍMULO PARA OS CLUBES DO INTERIOR QUE REVELAREM MAIOR NUMERO DE JOGADORES.
    Umá premiação da federação Paulista para os clubes que tiverem em seus elenco o maior número de promessas.
    E quem sabe o que tínhamos antigamente, um torneio de aspirantes antes do jogo principal. Seria legal pois estimularia os torcedores chegarem antes no estádio ( e assim consumir mais, gerando renda aos clubes, principalmente nas novas arenas)

    • Mario

      lembre-se que os clubes do interior apoiam o Del Nero e as outras federações , então se eles querem melhor deveriam cobrar em quem votam e não ficar chorando como pobrezinhos ele q cavaram a propria cova.

      • Maximus Voreno

        Mario…. É que vc deve saber como funcionam esses votos né.
        Mas acho também que os dirigentes como um todo deveriam pressionar mais as federações. Não só por isso… mas por premiações maiores também… o que se arrecada em um campeonato Paulista (ISSO VALE PARA O BRASILEIRO TAMBÉM) e o que é repassado aos clubes é sacanagem.

  • Rodrigo

    Ou volta os regionais como em 2002, onde os grandes só entrariam numa fase decisiva… ou dá uma enxugada nos estaduais. No campeonato carioca eu faria assim (o gaúcho e o MG poderia imitar)

    PS: O de MG é o melhor atualmente pra mim.

    Pensei num Carioca com 10 clubes. O último era rebaixado e teríamos nessa fase apenas 9 rodadas sendo 7 delas com clássico. Daria pra jogar a maioria só nos sábados e domingos (este para clássicos). Os 6 primeiros iriam para um hexagonal e o líder dessa fase ficaria com a Taça Guanabara.

    No hexagonal teríamos outra vez turno único com o mando de campo invertido. O campeão do hexagonal leva a Taça Rio e faz a final em jogo único com o campeão da Taça Guanabara. Caso um mesmo time leve as duas, fica com o título direto.

    Campeonato enxuto e cheio de clássicos, com intervalo maior entre as partidas! Daria pra conciliar com libertadores e Copa do Brasil tranquilamente… e ainda começaria mais tarde dando mais tempo de férias para os jogadores e uma pré temporada decente. No total, seriam apenas 15 datas em caso de final. Sem a final, 14.

  • Paulo Santiago

    Se pudesse eu daria uma sugestão para as Federações. Em janeiro e fevereiro seriam disputados os campeonatos estaduais. Esses campeonatos seriam disputados pelos clubes que não jogam os Regionais, onde, pra valorizar a competição, o campeão ou os dois melhores garantiriam acesso para jogar os regionais com os clubes grandes, bem como os dois piores de cada estado seriam “rebaixados” para jogar o estadual. Isso possibilitaria férias e pré temporada decente aos clubes, além de manter as duas competições interessantes.

  • João Mickael

    A realidade que dificilmente vai ser dita até porque é um tema para lá de polêmico é que não há espaço para tanto time profissional, nem para tanto atleta, quando muito dá para ter de 2.000 a 3.000 atletas o restante são semi amadores, um exemplo a NBA nos Estados Unidos que é uma economia muito mais consolidada tem trinta equipes, uma liga de desenvolvimento que seria uma segunda divisão e acabou, quem quiser jogar basquete profissionalmente tem que se mandar para outro país, ou seja não há espaço para mais equipes e ligas, não adianta tapar o sol com a peneira, não acredito que a maioria dos times ditos pequenos irá sobreviver ainda mais se continuarem a adotar o modelo atual.
    Para manter um time com condições de disputar títulos se precisa de muita receita (leia-se ingresso caro) e não há mais condições de se pagar para jogar, vide as condições dos grandes clubes com dívidas e salários atrasados.
    Outra discussão que parece morta é a volta do mata mata, nem vou argumentar que a Copa Brasil, Libertadores, campeonatos estaduais são jogados assim, mas fica a pergunta, vinte equipes e se classificam oito para o mata mata, o que fazem as 12 equipes que ficaram de fora? Vão ficar paradas por pelo menos dois meses enquanto o campeonato é decidido, francamente é isso que os clubes querem?

    Ab

    João Mickael

  • André

    Acho que seria bom se os grandes disputassem torneios regionais, deixando os estaduais para os times menores. Além de Corinthiano sou torcedor da Ferroviária de Araraquara, e sempre achei um absurdo uma Primeira Divisão sem Ferroviária, Noroeste, Comercial e Botafogo, XV de Piracicaba, XV de Jaú, Portuguesa Santista, São Bento, Juventus, Internacional de Limeira, Novorizontino e tantos outros.

  • Raider

    Acho interessante sempre quando chegamos nesse tipo de discussão sobre os estaduais. Esse ano até que está dando a lógica, os grandes literalmente passearam e macetaram os pequenos, já que puderam fazer uma pré-temporada literalmente de fato. O time grande que ficou pelo caminho é aquele que de fato não se preparou mesmo.

    A meu ver os estaduais de hoje estão com fórmulas muito cansativas e sem motivação. Os grandes jogam no interior em campos de qualidade precária, até mesmo expondo seus jogadores a lesões e tudo mais. E quando jogam, o público já não é mais o mesmo de antes. E quando jogam em casa contra os pequenos, tirando Corinthians e Palmeiras que lotam seus estádios, os demais são jogos com prejuízo.

    A saída? Primeiro seria manter o calendário atual, começando em fevereiro e terminando no final de novembro. A Copa do Brasil começando em março e terminando em maio (nada de torneios arrastados durante o ano), Libertadores e Sul-Americana em um semestre cada (Libertadores começa em fevereiro e vai até junho e Sul-Americana indo de setembro à novembro). Sem essa de pré-libertadores. Cada país teria um número de vagas definido. A Sul-Americana teria uma quantidade maior pois dá ao Campeão a vaga na Libertadores direto.

    Quanto ao Brasileiro, começa em maio e vai até dezembro. Tanto Série A e B em pontos corridos. A série C manteria com 20 equipes no sistema atual, e a Série D seria criada junto com uma série E com 20 equipes cada, e no mesmo molde da Série C. E uma sexta divisão seria criada, com 64 equipes vindas de todos os estados, como era a Série C até 2008. Por que mais divisões? No raciocínio do Bom Senso FC, é uma chance de dar uma oportunidade ao maior número de clubes possível para ter atividades durante o ano. Chance deles disputarem torneios nacionais e ganharem mais destaque a nível nacional.

    Com esse calendário, sobrariam 19 datas que poderiam ser preenchidas pelos estaduais e regionais. A Copa do Nordeste é o retrato da competição que deu certo no seu retorno e com boa presença de público. Os estaduais seriam disputados pelos pequenos, sem a necessidade dos grandes irem para fases decisivas. Todos valeriam vagas para os regionais, e em cada regional o campeão ganha vaga na Copa Sul-Americana do mesmo ano; o Brasil tem 8 vagas, então 5 vagas vão para os campeões regionais e as outras 3 para os representantes abaixo da zona da libertadores no Campeonato Brasileiro). E no segundo semestre as equipes que não estiverem envolvidas em nenhuma competição nacional, disputam as Copas Estaduais.

    Pra tudo sempre tem jeito. Basta que dirigentes e federações quererem que o produto volta a ter atenção melhor.

  • Michel do Vale

    Os Regionais precisam voltar, acho que a melhor ideia seria colocar os grandes só na fase final dos estaduais, porque querendo ou não as rivalidades estaduais são uma tradição importante e um estímulo para os times menores, e para não ficar só os 8 grandes no Rio-São Paulo por exemplo, poderiam acrescentar o melhor do ano anterior dos estaduais fora o grande. Daria para fazer isso, com 10 clubes no Rio-São Paulo, dois grupos de 5, fazendo semi-final e final, ida e volta, se um time chegar na final seriam 12 Jogos, aí depois disputariam a fase final dos estaduais, os 4 grandes com os 4 primeiros da primeira fase, quartas de finais, semi-finais e finais… 6 jogos se chegar na final. Totaliza 18 Jogos para uma equipe que chegue às finais nas duas competições e grandes jogos. Esse ano uma equipe pra chegar na final do Paulista faz 19 jogos, seria 1 a menos. As equipes menores se matariam para chegar na fase final do estadual e no Rio-São Paulo, a primeira fase dos estaduais poderia ter mais clubes, o que seria bom pra quase todo mundo. Inclusive para minha vista.

  • ELde

    Na minha humilde opinião deveria voltar mesmo, os regionais a exemplo da Copa do Nordeste (record de público, pois todo jogo é um clássico) e a Copa Verde.

    Mantêm os estaduais com equipes de B, tipo o sub-23 (seria uma espécie de laboratório para promover novos talentos dos clubes). Ou até mesmo deixar para o clubes pequenos mesmo.

    Vlw.

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