A volta dos regionais



A volta dos torneios regionais deve ser um dos assuntos na pauta de discussões de alguns dos principais clubes brasileiros, que pretendem definir uma estratégia conjunta para derrubar algumas das contrapartidas da medida provisória do governo para renegociar suas dívidas.

A reunião, ainda sem data definida, deve focar, além da medida provisória, a questão dos Estaduais, que começa a incomodar a TV pela baixa audiência e pela dificuldade de vender jogos que nada valem aos domingos.

Foi o que aconteceu nesse último final de semana em São Paulo, quando o Corinthians foi atuar em Capivari num estádio acanhado e cheio de espaços em branco. Foi difícil chamar a atenção do telespectador para um jogo sem interesse, que não passava de um amistoso para o Timão. E um amistoso sem luxo nem glamour, o que irritou a emissora que detém os direitos de transmissão do torneio.

O público da rodada em SP, somados todos os jogos de sexta a domingo, ficou na casa dos 50 mil, o que, convenhamos, é muito baixo, mas compreensível dada a falta de interesse dos jogos dessa primeira fase, com os grandes passeando, mesmo usando muitas vezes reservas, e os pequenos fraquinhos, fraquinhos…

Os anunciantes começam a reclamar e a TV, pelo jeito, também. Antes tarde do que nunca…

Incomodados com a situação e ainda tendo Flamengo e Fluminense brigados com a federação do Rio, os grandes do futebol brasileiro querem discutir com Globo e CBF a viabilidade de resgatar os regionais, como o Rio-São Paulo e o Sul-Minas. Os Estaduais, em tese, ficariam para os pequenos, valendo vaga para a Série D do Brasileirão. E poderiam, eventualmente, ter os grandes apenas na fase decisiva.

Do jeito que está são vários que dizem que não dá para continuar, o que o Bom Senso F.C. vinha alertando há tempos, aliás. É o caso do Santos, que quando joga no Pacaembu reclama que só tem prejuízo. Mas na Vila também vinha tendo. E no Pacaembu só enfrenta times de segunda ou terceira linha, que acabam prevalecendo no Paulistão ou Paulistinha, como preferem alguns. Assim fica complicado mesmo, não?

E se os clubes não se mexerem, que anunciantes e TVs se mexam no lugar deles. Com pressão eles serão obrigados a fazer alguma coisa. Pelo menos já vão discutir a questão e não se centrar apenas na discussão das contrapartidas pelo refinanciamento de suas dívidas. Contrapartidas que são legítimas, aliás, e espero que não caiam no Congresso Nacional.



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