Guerra no São Paulo



A direção do São Paulo vê o grupo do ex-presidente Juvenal Juvêncio por trás dos protestos das organizadas contra os atuais mandatários do clube, atletas e comissão técnica.

Juvenal sempre foi muito ligado ao comando da Independente, principal uniformizada são-paulina, que mesmo na época das vacas magras dava apoio ao time, ao contrário de muitos torcedores comuns.

Depois que rompeu com o atual presidente, Carlos Miguel Aidar, a postura da torcida teria mudado.

No início do ano, antes mesmo de o time emperrar, sendo humilhado pelo Corinthians na Libertadores, jogando muito mal diante do Santos na Vila e novamente sendo derrotado pelo Timão no Paulistinha, as vaias e a pressão já tinham começado.

Tanto que a organizada, contrariando os torcedores da numerada, expulsou Maicon do clube e começou a gritar que vencer a Libertadores era obrigação, deixando todo o elenco sob pressão.

No último final de semana, torcedores uniformizados protestaram cobrando os jogadores, o que deve se repetir no próximo sábado.

O trabalho de Muricy Ramalho, que não consegue dar padrão de jogo ao time, também tem sido colocado em xeque. O técnico reclama da falta de um líder, enquanto a diretoria diz que contratou os atletas que ele pediu e que tem bom material em mãos para trabalhar.

Pra complicar, o São Paulo não consegue encher estádios, o que fez a direção criticar a torcida, quando grande parte da responsabilidade é do grupo que comanda o clube. Vide os preços irreais dos ingressos, que chegaram a 120 reais contra o Danúbio, do Uruguai. Vide também a confusão para a venda física e online dos mesmos na partida pela Libertadores, que acabou, em dia de muita chuva, tendo um Morumbi vazio.

O curioso é que, além de culpar conselheiros ligados a Juvenal pelo clima de instabilidade, a atual diretoria vê um movimento pela volta de Marco Aurélio Cunha, que fez forte oposição a Aidar na campanha presidencial, ao dia a dia do Tricolor. Cunha, que já foi genro e aliado de Juvenal, voltou a se aproximar de Aidar depois que o atual e o ex-presidente romperam e passaram a trocar acusações públicas.

Enquanto isso o São Paulo afunda e faz um início de temporada, especialmente depois de ter emperrado na Arena Corinthians, pra lá de conturbado.



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