Ciclismo e MMA



Não vou comentar o caso específico de Anderson Silva, pego no exame antidoping pela Comissão Atlética de Nevada após a luta do último final de semana, mas algo que é muito comentado nos bastidores do MMA é que é bem complicado chegar ao topo ou perto dele sem recorrer ao uso de substâncias proibidas.

Já escutei atletas em início de carreira dizendo que, para ganhar força e “subir na tabela”, precisavam usar, por exemplo, hormônio de crescimento. E que muitos que estão na elite se não usam agora já utilizaram esteroides anabolizantes ou outros produtos vetados para treinar, lutar e crescer.

O discurso nos bastidores é parecido com o do ciclismo, cuja imagem acabou estraçalhada depois do escândalo de Lance Armstrong, que chegou a ser tido como o maior atleta da história da modalidade e depois acabou descoberto como idealizador de uma grande fraude no esporte. Um esquema sinistro de uso de doping.

Segundo Armstrong, quem não se dopasse nos anos 90 ou na década passada não tinha chance nenhuma na Volta da França, por exemplo. Nenhuma. E o que sua equipe fazia para esconder a operação era coisa de doido, narrada, inclusive, em livro recente de uma jornalista norte-americana.

Anderson Silva diz que vai lutar para limpar seu nome e tem todo o direito de faze-lo. Mas o que está em discussão, pra mim, não é o caso específico dele, que até pode ter razão. Mas o que muito lutador fala por trás e não tem coragem de revelar na frente. Talvez até por falta de provas ou flagrante, não sei. O que sinto é que essa história, não a de Anderson Silva, mas a do mundo do MMA como um todo, parece algo que já vimos. No ciclismo. Muitas negativas, muitas negativas mesmo, até que um dia…

Por enquanto, porém, para boa parte da mídia interessa que haja super-heróis. Eles vendem. E vendem bem. Fora que no mundo o dinheiro continua falando mais alto. E ainda deve continuar por um baita tempo.



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