A crise Lodeiro



A venda de Lodeiro para o Boca Juniors provocou um racha na diretoria e no conselho do Corinthians. Uma parte defendia que ele tinha de sair, a outra, que tinha de ficar.

Os defensores da partida do uruguaio para o Boca argumentavam que ele simplesmente não vingou no Timão e que o clube precisa fazer caixa, já que a situação financeira não está das melhores.

Os que eram contra acham que se trata de um bom jogador que poderia crescer com Tite. Além do mais diziam que nunca é bom reforçar possível rival na Libertadores, torneio que é prioridade para o Corinthians.

Outro ponto de discórdia é em relação a Jadson, que voltou rechonchudo das férias. Apesar de ter sido exaltado na vitória contra o Marília, temos que lembrar que o time do interior, como vários outros na estreia do Paulistinha, não apresentou nada de bom. Jogar contra (quase) ninguém é uma coisa, contra adversários mais fortes, outra.

Jadson é conhecido pela instabilidade emocional e dificuldade de engatar uma sequência de jogos. No discurso, Tite tem dito que pode formar ótima dupla com Renato Augusto, mas confesso que tenho dúvidas. Precisa se dedicar mais aos treinamentos e se Renato Augusto é bom jogador (e de fato é) tem o mesmo problema de Jadson pelo menos em relação a engatar boa sequência de jogos.

Se os dois vão funcionar bem juntos na temporada só o tempo dirá. Acho, porém, que o Corinthians precisa melhorar um pouco o meio-campo. E pensar no ataque. Conca, que foi para o futebol chinês e era sonho de consumo do Timão, e Dudu, que acabou parando no Palmeiras, seriam bons reforços, mas agora é tarde.

É hora de pensar em outras soluções, mesmo que caseiras. Pelo menos Ralf e Elias tendem a dar consistência ao meio-campo. Mas o ataque não pode depender só de Guerrero, que ainda não renovou contrato, não. Talvez esteja aí, tanto quanto no meio-campo, o xis da questão.



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