Protesto do Red Bull



A direção do Red Bull Brasil entrou em contato com a Globo e o SporTV, aborrecida com o tratamento que o clube recebeu domingo no amistoso diante do Palmeiras.

O SporTV, que exibiu o jogo, e a Globo, em seus programas jornalísticos, referiram-se ao time como RB ou RB Brasil para não fazer propaganda gratuita da Red Bull.

A empresa que montou a equipe, no entanto, alega que fez altos investimentos e que chegou a hora de colher os frutos e ver seu time chamado pela mídia de Red Bull, independentemente de fazer ou não campanhas publicitárias na TV e em determinados veículos de comunicação. Insiste em ver a equipe chamada de Red Bull Brasil, não de RB. Reclama ainda que teve o logo alterado no amistoso de domingo, tudo porque a TV queria evitar a divulgação da marca.

Na Fórmula-1 a questão, já discutida pela empresa com a TV, é parecida. A escuderia Red Bull Racing é tratada pela Globo e outros veículos da mídia apenas como RBR, sigla que acabou ficando na língua do amante do automobilismo.

O problema, no entanto, não se reduz ao Red Bull Brasil. A Allianz, que dá nome ao novo estádio do Palmeiras, reclama que seu nome também não é citado quando Globo ou SporTV e alguns outros veículos de comunicação se referem à arena. O protesto da empresa também já chegou à direção das emissoras, mas não teve êxito até aqui, pois elas insistem em não a chamar de Allianz Parque.

O Corinthians, apesar de ainda não ter vendido os direitos de nomear seu estádio, também reclamou quando sua arena passou a ser chamada de Itaquerão ou simplesmente Itaquera e reclamou de veículos como UOL, “Folha”, LANCE! e LANCENET, sendo que os dois últimos passaram a se referir a ela como Arena Corinthians. O Timão acha que os apelidos dificultam as negociações dos chamados naming rights e tem razão. No início confesso que não concordei com a posição do grupo LANCE!, que acatou o pedido do Corinthians, mas respeitou, claro. Depois até reconsiderei minha opinião, embora entenda os motivos, que não são ligados às áreas comerciais, para a “Folha”, por exemplo, chamar o estádio de Itaquerão.

É, enfim, um assunto que ainda vai dar muita discussão e não é nada recente, aliás. Nos anos 90, quando os times de vôlei tinham o nome de empresa, muitos veículos, inclusive a “Folha”, referiam-se a eles, sempre que possível, pelo nome da cidade que representavam. E quando os clubes, nas coletivas pós-jogos, passaram a mostrar seus patrocinadores atrás do técnico e dos jogadores, emissoras de TV começaram a focar bem na cara dos entrevistados para não exibir gratuitamente propaganda de terceiros.

Mas será que o investimento que empresas como Red Bull e Allianz fazem no futebol deve ser menosprezado pela mídia? Só se acertarem ações diretamente com o departamento comercial dos veículos de imprensa merecem um retorno? Questão complicada para os marqueteiros de plantão…

Só acho que chegarmos ao ponto de inventar ou abreviar o nome de um time para não expor determinada marca é complicado. Mas no mundo em que o dinheiro fala mais alto, sei não, sei não… No fundo e no raso tudo gira em torno disso. Ou pelo menos a questão envolvendo Red Bull, Allianz Parque e a mídia.

E no final, como apontaram alguns, todo o rebuliço em relação ao time ser chamado de RB Brasil acabou rendendo frutos e muito espaço na mídia para a Red Bull. Mais do que ela teria se o imbróglio não tivesse acontecido, o que deve fazer sua direção até festejar tudo o que está acontecendo…



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