O novo Engenhão



Segundo um graduado funcionário da Mendes Júnior, empreiteira responsável pela construção da Arena Pantanal, os problemas no estádio podem não ser tão simples como o governo do Mato Grosso vem colocando e uma análise mais detalhada do caso será necessária.

Uma das arenas da Copa, o estádio em Cuiabá apresenta falhas na rede elétrica, tem uma série de infiltrações que prejudicam ainda mais a energia no local e vários setores alagados.

O governo do Mato Grosso, que interditou o estádio, espera que reparos sejam feitos imediatamente e que até o final do mês esteja tudo em ordem.

Na Mendes Júnior, porém, a preocupação é maior e o caso não está sendo tratado como uma questão menor (ou de meros reparos), embora o discurso oficial seja diferente, seguindo a linha do governo.

Uma avaliação melhor da arena terá que ser feita, inclusive para ver se não há problemas estruturais, como os verificados no Engenhão, a principal obra do Pan de 2007, fechada em 2013 para acertos que de pontuais não tinham nada.

Para piorar, a construtora reclama que está com problemas de caixa, inclusive porque se vê diretamente envolvida no escândalo Petrobras e teve executivos indiciados pela Operação Lava Jato. Ou seja, dependendo do tamanho do estrago não está descartada a hipótese de mais dinheiro público ser usado no reparo da Arena Pantanal, o que o governo de Mato Grosso nega.

Para erguer a arena, que recebeu quatro jogos da Copa e foi toda construída com verba pública, foram investidos mais de R$ 600 milhões.

Além da de Cuiabá, interditada ontem, a de Manaus, que recebe um torneio de clubes, entre os quais Flamengo e Vasco, protagonistas de brigas de torcida dentro e fora do estádio, e a de Brasília, a mais cara da Copa, passarão por vistoria nas próximas semanas. Espero que estejam em ordem, porque dor de cabeça a Arena Pantanal, por si só, já dará suficiente.



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