A mágoa de Scolari



Luiz Felipe Scolari ainda não conseguiu virar a página da Seleção e dos 7 a 1 que marcaram o Brasil na Copa.

Técnico do Grêmio, ele ficou magoado com as declarações de Marco Polo Del Nero, que têm criticado o esquema tático da Alemanha, responsabilizando Felipão pelo fracasso no Mundial.

Num ponto, porém, Scolari concorda com Del Nero, que em abril assume de vez a CBF. Continua achando que a goleada para os alemães, esquema equivocado à parte, foi uma fatalidade, algo de que discordo veementemente. A Seleção não perdeu por conta de um apagão, perdeu porque não estava preparada para jogar a Copa em casa, o que deu para perceber logo na estreia diante da Croácia.

A maior mágoa de Felipão, no entanto, continua sendo com a Globo, muito mais do que com a CBF. O técnico acha que sua saída do comando do time teve a mão da emissora e não se conforma que ela tenha anunciado sua demissão antes que ele próprio fosse comunicado do fato.

Quando se reuniu com José Maria Marin, atual presidente da CBF, no prédio em que mora o dirigente em São Paulo e foi avisado da demissão que a Globo anunciara horas antes, Felipão conseguiu entrar e sair escondido a fim de não dar o prazer para a emissora ter imagem quente sua para mostrar nos telejornais.

Para Felipão, que diz ter colaborado com Galvão Bueno aparecendo no “Jornal Nacional” quando o narrador o convidou, o locutor o traiu, fazendo um editorial acabando com seu trabalho como técnico da Seleção. Mas dos 7 a 1 e de outro “apagão geral” diante da Holanda, aquele vexaminoso jogo em que o Brasil nada fez (de novo) e perdeu o terceiro lugar, daria pra ser diferente? Não. Não havia mais clima pra Scolari continuar. Nem Carlos Alberto Parreira, outro que saiu bem queimado do Mundial, apesar de ainda ser amigo da Globo.



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