O dedo de Levy



Teve o dedo (ou a mão) de Joaquim Levy no veto de Dilma Rousseff ao parcelamento da dívida dos clubes, que chega à casa de R$ 4 bilhões.

Acertou a presidente, que respeitou pedido do Bom Senso F.C. e bateu de frente com os clubes e a CBF, cujo desejo era oferecer o mínimo possível de contrapartidas (ou até contrapartida nenhuma) em troca do parcelamento, quase uma espécie de anistia, dados os presentes que eles volta e meia recebem dos vários governos no Brasil.

Dilma Rousseff, ao vetar o parcelamento da forma que havia sido formulado, respeita também desejo de seu ministro da Fazenda, que já havia deixado claro não fazer sentido dar benefícios para setores A ou B num momento em que as finanças do governo vão de mal a pior e os impostos e as contas já serão aumentados.

Pegaria mal abrir uma exceção ao futebol e premiar os dirigentes pela já história irresponsabilidade com a qual dirigem suas agremiações.

Enfim, uma medida para comemorar diante de tantas más notícias recentes para o país, com falta de água, apagão elétrico, crise no transporte, na saúde e na educação e tantas e tantas mazelas mais,



  • Cleibsom Carlos

    Janca, este veto foi a melhor notícia para o nosso futebol nos últimos tempos e deverei ser capa do Lance. Se este periódico realmente deseja que o “produto futebol” brasileiro se profissionalize está na hora de dar a cara à tapa. Um editorial aqui e outro ali para mim revela apenas o lado demagógico deste jornal. Talvez os editores pensem que as notícias sobre o futebol devam se resumir às 4 linhas do campo e às polêmicas vazias criadas por dirigentes e jogadores…Se esse for o caso essa posição deve ser assumida sem máscaras, seria mais honesto com os leitores!

    • janca

      O LANCE! jamais achou que o futebol se resume às quatro linhas. Jamais. Tratou do assunto e de outros ligados à gestão, inclusive da CBF, várias vezes, inclusive com editoria na capa ou com textos na contracapa, caso da coluna do próprio dono do jornal, que sai aos domingos. Recomendo que você acompanhe melhor o diário.

      • Cleibsom Carlos

        Janca, eu citei os editoriais no meu comentário. O problema é que eles são ocasionais e o jornal parece se prender ao lado folclórico do futebol. Não basta apenas “tratar” de um assunto…Se algo importantíssimo como o veto da presidente à mamata dos clubes sai escondido em um canto de página ou em uma coluna ou blog pessoal e não em letras garrafais na capa o efeito da “reportagem” é muito diferente. Na minha modesta opinião este jornal é pragmático demais e ainda não tomou uma posição clara sobre a briga do Bom-Senso com a estrutura arcaica do futebol brasileiro. A posição de alguns colunistas pode ser clara, mas a do LANCE por enquanto é vaga.

        • janca

          Não é vaga, não. O que o LANCE! já se posicionou sobre questões de gestão no futebol não está escrito. Sugiro que leia a coluna (que ocupa quase toda a contracapa) do jornal que saiu no domingo retrasado e no anterior, por exemplo. O jornal trata de política esportiva também. De negócios do futebol, o lado empresarial, de gestão… A posição do diário a respeito da estrutura arcaica do futebol está claríssima. O que não quer dizer que o jornal não seja boleiro também. Claro que é. Inclusive porque é um jornal para torcedor… Tem vários públicos, entre eles o infantil/juvenil, que muitas vezes entra no caminho da notícia, informação e leitura via LANCE!, um jornal, repito, que trata das questões de fora do campo. E com afinco.

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