A pressão pelo mata-mata



A Federação Baiana de Futebol, que quer mudar o regulamento do Brasileirão e promover a volta dos jogos eliminatórios, acabando com a era dos pontos corridos, contabiliza o apoio de pelo menos oito clubes que disputaram a Série A no ano passado.

A CBF segue com o discurso de que não irá promover nada por canetada e que aguarda o posicionamento das federações estaduais e dos clubes das Séries A e B antes de pensar em qualquer alteração. Sabe, porém, que há tempos a Globo, que é quem banca o futebol, quer o fim dos pontos corridos.

O projeto dos baianos, no entanto, pega numa outra questão polêmica e que causa ainda maior divisão entre os clubes brasileiros: as cotas de TV. A ideia é reduzir a diferença entre o valor pago aos clubes menores e à elite, especialmente Corinthians e Flamengo, que ganham mais do que os demais. Nesse ponto tanto CBF quanto Globo são contra e os dois clubes com maior torcida do país, claro, também.

Mas, empurrados pelo Vasco, de Eurico Miranda, há outras agremiações como Grêmio, Inter, Palmeiras e Santos, além de São Paulo e dos clubes mineiros, que gostariam de separar uma parte dos recursos da TV para distribuição equitativa entre todos e uma outra de acordo com desempenho em campo e participação na venda de pay-per-view.

A questão é controversa e dificilmente chegaremos a um acordo este ano, já que os clubes seguem muito divididos, principalmente quando o assunto é divisão da grana da TV. Cada um pensa no próprio umbigo. Ou melhor, no próprio bolso.



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