CPI no Santos



Grupos da situação e da oposição têm brigado muito no Santos por conta das dívidas do clube, salários atrasados, ameaça de debandada de atletas por falta de pagamento e para investigar os grandes responsáveis pelos buracos nas contas.

Há os que exigem explicações de Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, o LAOR, e Odílio Rodrigues, que comandaram o Santos de fins de 2009 até o finalzinho do ano passado. Querem saber o que foi feito das vendas de Felipe Anderson, Ganso e Montillo, sem falar na transferência de Neymar para o Barça que causa polêmica até hoje e chegou a derrubar até presidente do clube catalão…

Também querem apurar melhor o papel e a responsabilidade do Comitê Gestor, que surgiu como uma inovação, cheio de notáveis especialistas em mercado financeiro e não deu em nada. Ou deu no buraco que estamos vendo aí.

Por outro lado, há os que querem detalhes sobre os empréstimos de Marcelo Teixeira ao clube, que estão sendo reembolsados e devem continuar assim até o segundo semestre de 2017. Por mês, o Santos gasta cerca de R$ 500 mil com seu ex-presidente, que misturou suas finanças com as do clube quando o comandou, antes da dupla LAOR-Odílio.

Deseja-se saber a real situação econômico-financeira do clube, o mais atrapalhado entre os grandes paulistas nesse início de temporada, mesmo que Corinthians e São Paulo também estejam enfrentando problemas.

O Santos, porém, com sérios problemas no marketing, ainda sem saber se passa a jogar mais vezes no Pacaembu ou se fica atuando apenas na Vila e com menor capacidade de arrecadação, deve se reinventar. Conhecer o tamanho real do buraco e procurar novas alternativas para faturar.

Sem deixar, claro, de olhar com carinho para a base, algo que já costuma fazer, embora ciente, espero, de que não pode depender apenas dos novatos.



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