A grana do Bom Senso



Muitos têm questionado de onde vem a grana do Bom Senso F.C., movimento de jogadores com o objetivo de melhorar o futebol brasileiro e que prega mudanças no calendário e a instituição do chamado Jogo Limpo Financeiro.

Também exige que o governo peça contrapartidas aos clubes para que possam pagar suas dívidas tributárias em suaves prestações, o que considero absolutamente legítimo.

Mas há quem ache que existem fortes interesses por trás do Bom Senso. E até por isso questionam as origens de seus recursos. Quem banca o grupo?

Segundo alguns dos líderes do Bom Senso ainda são os atletas de ponta que têm arcado com os gastos de viagens, assessoria de comunicação e consultoria jurídica, embora alguns que atuem nestes setores estariam trabalhando sem receber.

Negam que haja empresas ou grupos de comunicação financiando o Bom Senso, mas, no início do ano passado, quando foi para a China, Paulo André, o que mais apareceu por conta do movimento, disse que bancaria os gastos por três meses e depois não mais. Procurado pelo blog, não respondeu o e-mail que lhe foi enviado sobre quem paga a conta do movimento.

Um advogado especializado em direito desportivo que se desligou do Bom Senso também ficou de avisar como os pagamentos têm sido feitos, mas até agora nada.

Mas, para formar sua pauta de reivindicações grupos, que não são ligados diretamente ao chamado status quo do futebol têm sido procurados e dado ideias ao Bom Senso, inclusive grupos do setor de mídia, já que o monopólio da Globo no futebol incomoda muita gente da concorrência e o futebol envolve muito dinheiro.

Seja como for o Bom Senso segue na luta, faz lobby em Brasília pela não-aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte nos moldes defendidos pelos clubes e pela CBF e é sempre bom ter novas e diferentes vozes na discussão, concordemos com elas ou não. E no caso, como já me posicionei anteriormente, tendo a concordar com boa parte das reivindicações do Bom Senso.



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