O ataque de Juvenal



O grupo de Juvenal Juvêncio resolveu não dar trégua a Carlos Miguel Aidar e atacar o presidente são-paulino mesmo durante o período das festas de final de ano. Exige uma investigação sobre o caso Cinira Maturana, a namorada do dirigente que teria recebido a promessa de ficar com 20% dos acordos comerciais que trouxesse ao São Paulo, e passou o final de semana contatando alguns dos principais conselheiros do clube da capital paulista.

Segundo aliados de Juvenal, trata-se de abuso de poder e mistura dos negócios do Tricolor com interesses particulares de Aidar, via Maturana, lembrando o que Maurício Assumpção, ex-presidente do Botafogo, fez com amigos e parentes quando comandou o clube do Rio.

O imbróglio tornou-se público graças à empresa de material esportivo Puma, que não conseguiu fechar negócio com o São Paulo apesar de dizer que teria um pré-contrato com os paulistas. Segundo a direção tricolor, tratava-se de carta de intenção, não pré-contrato. Segundo representantes da Puma, se assinasse com o São Paulo ela teria de pagar 20% de comissão à Cinira, mesmo não tendo sido a namorada de Aidar quem fez o contato, o que teria gerado ruído entre os dois lados.

Pelo sim, pelo não, Maturana não deve mais fazer negócios com o São Paulo até para não tumultuar a administração do namorado. Mesmo assim, a oposição, que agora conta com Juvenal, quer investigar o caso.

O ex-presidente, que ajudou a eleger Aidar, tem dito ainda que o novo mandatário encheu o Morumbi de amigos e funcionários que trabalhavam para seu escritório de advocacia na avenida Paulista, transformando o clube num feudo particular. O curioso, porém, é que Juvenal não fazia tão diferente, tanto que o próprio neto estava empregado no Tricolor e só saiu depois que Aidar rompeu com seu antecessor. E para mudar estatuto no São Paulo que permitiu um terceiro mandato a ele próprio, Juvenal, o ex-presidente contratou o escritório de Aidar para defender a alteração.

Mas agora os ex-aliados definitivamente não falam a mesma língua. Aidar não para de reclamar das dívidas herdadas de Juvenal, que estariam próximas dos R$ 200 milhões, e diz que ele sabia direitinho da situação do clube, ao contrário do que tem alardeado para a imprensa. E insiste que o atual presidente tem legitimidade jurídica para estar no cargo, mas a política afirma que perdeu há meses. Justamente quando rompeu com quem o ajudou a se eleger.

Clima quente no Morumbi…



  • Mario

    interessante , mas qual a sua opinião sobre o assunto independente da participação do Juju?

    por q envolver o Juju em a escanda-lo q foi feito pelo Aidar?

    é ético pagar 20% a uma pessoa , q só participou da negociação por q Aidar mandou?

    ou é normal só por q Juju fazia?

    aproposito como fica o aspecto moral do seu amigo Gustavo Viera de Oliveira q ve o clube envolvido nesse escanda-lo e vc defendeu tanto q deveria ficar no SPFC e não ir para a CBF?

    • janca

      Primeiro que não estou envolvendo o Juvenal no escândalo, apenas dizendo que seu grupo quer investigação do caso. E lembrando que, se Aidar colocou a namorada na jogada, Juvenal também apadrinhou A ou B, não tinha um neto trabalhando com Aidar? Sobre porcentagem para namorada (ou pais ou irmãos, enfim) para negócios trazidos para o São Paulo sou contra. Como era contra com o que acontecia no Botafogo de Maurício Assumpção. Já sobre Gustavo, o filho de Sócrates, que você cita aí, não tem participação no negócio. E ainda prefiro vê-lo no São Paulo a vê-lo na CBF com Walter Feldman, Marco Polo Del Nero e José Maria Marin, mesmo sabendo que Aidar defendeu a CBF no caso Lusa. Como defendeu mudança no estatuto do São Paulo para dar mais um mandato a Juvenal. Conseguiu. E deu no que deu… Ou não?

      • Mario

        nunca falei q o Gustavo tinha participação ,mas ele esta se calando e trabalhando em uma clube envolvido um escanda-lo , bem diferente do pai faria e com ctz não se calaria .

        A questão do Gustavo é vc defender a continuação dele no clube sendo q nem uma clube no brasil é santo e q agora se mostra envolvido nisso , sendo q para mim CBF e clubes são faria do mesmo saco.

        no momento q vc envolve o Juju vc tira o foco do escanda-lo financeiro e coloca como uma queda de braço entre presidentes e ex , por q não um post só sobre o problema e julgando o problema , e depois outro um mostrando o lado politico?

        • daniel vieira

          Deveria investigar o que esse velho ladrão fez com o dinheiro de tantos jogadores que ele vendeu nos anos de mandato dele e hoje o são paulo esta devendo quase 200$ mi isso sim?

          • janca

            Mandato do Juvenal que teve apoio do Aidar, diga-se de passagem.

        • janca

          Não sei o que o pai dele faria, mas eram duas personalidades diferentes. E o Gustavo tem o direito de seguir no São Paulo mesmo o clube não sendo santo, como você diz, ou alguns de seus dirigentes, tanto que endividaram o Tricolor até não poder mais. Como teria o direito de trabalhar na CBF, mas eu, que respeito o trabalho do Gustavo, prefiro vê-lo longe de lá. Mas ele faz o que quiser da vida dele e não tem ligação nenhuma com a namorada do Aidar, o pré-contrato ou a carta de intenções, seja lá o que for, da Puma. Um imbróglio para o Aidar resolver. E não o Gustavo.

    • Gilson

      O que significa “escanda-lo”?

  • Paulao

    Interessante que Elas sempre foram impolutas e diferente dos outros encobertas pela midia TRICOLOR vao chorar na cama e paguem o que devem em vez de ostentar pose de ILIBADAS
    KKKKKKKKKKKKKKK

  • Mauvemir

    Se tem um clube que merece esse tipo de escândalo e briga politica é o São Paulo, pra ver se eles abaixam um pouquinho a bola e a arrogância, que sempre lhes foi peculiar.

  • Icaro de Oliveira

    Janca,
    O neto do JJ nao trabalhou no SPFC para o Carlos Miguel. Ele foi convidado a participar como diretor adjunto no departamento financeiro porque trabalha em banco de investimentos. Assim como o Aitan Portela, que é seu sócio no escritorio de advocacia e é diretor adjunto de finanças. Diretor adjunto participar em algumas reuniões e ajuda quando possivel, pois a esmagadora maioria trabalha e nao é remunerado pelo clube. Nao devemos confundir, a namorada do Carlos Miguel é uma lobista conhecida de Brasilia, nao sabe nada de futebol, e nao tem conhecimento na area. O que chama a atenção é o fato dela se “enviada” aos potenciais patrocinadores após o primeiro contato. Estranho não?
    O que chama atenção neste caso, é o discurso, Carlos Miguel falou em compliance, ele sabe o que é isto? Acho que nao, pois primeiro coloca a filha como assessora, depois a namorada tem contrato com 20% de comissão, contrata 2 advogados do escritorio para trabalhar no SPFC…que compliance é esse?

    • janca

      Era diretor-adjunto de finanças (João Paulo Juvêncio) e só pediu demissão depois de entrevista de Aidar criticando seu avô. Já na gestão de Aidar, portanto. E o Juvenal tem atacado nos bastidores dizendo que Aidar está colocando parentes e amigos no Morumbi, passando advogados de seu escritório que estavam interessados em trabalhar no São Paulo e teriam feito lobby pra isso… Enfim, a coisa ferve nos bastidores do São Paulo. Mas Juvenal e Aidar eram unha e carne. São responsáveis pelo que está acontecendo aí. Inclusive porque Aidar defendeu o terceiro mandato de Juvenal… Mas agora diz que não sabia da dívida ou do tamanho dela. Sendo que foi o candidato da situação!

      • Icaro de Oliveira

        Exatamente o que eu disse, diretor-adjunto tem no minimo 3 em cada departamento, e nao sao remunerados, é muito mais um pessoal que ajuda dentro do possivel do que efetivamente “trabalhar”. Assim como o Joao Paulo, outras pessaos proximas ao JJ foram convidadas a ajudar. O Aidar falou que nao sabia do emprestimo da gloo e saiu uma foto dele com o JJ e Marcelo Campos Pinto na sala. O Aidar tinha tudo para ser um excelente presidente, mas o discurso nao bate com a pratica. Na minha opiniao, ele joga a fumaça do profissionalismo + transparencia, e por baixo faz as maracutaias dele. Presidentes de clubes cairam por coisa muito menor que 20% de comissao para namorada.

        • janca

          Ocupar cargo de diretoria sendo ou não remunerado é de muita importância. Ainda mais na parte financeira. E pelo menos até aquele momento, em tese, era conivente com a administração Aidar. Só saiu depois que seu avô foi defenestrado publicamente. Poderia ter ficado fora disso. Feio o avô indicando o próprio neto para a diretoria de um dos principais clubes do Brasil. Não minimiza, porém, o imbróglio da namorada do Aidar.

          • Icaro de Oliveira

            Aidar errou ao convidar JJ para continuar. Ou premeditou a apunhalada para mostar poder ou é burro mesmo, como se nao soubesse o estillo de um senhor ex-presidente de 80 anos, era claro que nao daria certo. JJ nao indicou ninguem a nao ser ele mesmo para ficar com cotia, Carlos Miguel movimentou a peça da seguinte forma: Ponho o neto do JJ e ponho minha filha, assim nao da bandeira
            Deu no que deu…

  • joe LHP

    Engraçado que a imprensa baba o ovo desses velhacos dizendo que são folclóricos e tal mas não dizem o quanto são bandidos, puro malufismo???

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