Novos velhos técnicos



No sábado acompanhei um pouco a movimentação no Corinthians e no Palmeiras para fechar contrato com novos velhos treinadores.

Fico impressionado como, no futebol, são sempre os mesmos nomes, com raras exceções, e os técnicos pedem cada vez mais a clubes que, em tese, não têm condições de arcar com salários tão vultosos assim. Estão endividados, afinal. E bem endividados, tanto que de piras nas mãos pedindo, pela enésima vez, auxílio ao governo.

No caso do Verdão, leio que Oswaldo de Oliveira não aceitou receber R$ 250 mil fixos e uma parte variável, de acordo com metas estabelecidas, pois achou pouco. Quando dirigia o Santos recebia, dizem, R$ 400 mil mensais. Às duras penas estaria aceitando R$ 350 mil fixos no Palestra. Como se fosse pouco… Lembrando que da Vila saiu demitido e com trabalho contestado…

Já no Parque São Jorge os valores que teriam sido oferecidos a Tite são bem mais elevados. O dobro. Ou R$ 700 mil mensais. Se Mano Menezes, o anterior, que saiu muito criticado por parte da diretoria e da torcida, sem título nenhum, mas com vaga na Libertadores, ainda que não na fase de grupos, ganhava, pelo que dizem, R$ 640 mil por mês, Tite, que ganhou tudo e mais um pouco pelo Timão não aceitaria ganhar menos.

E é curioso ver Tite, que saiu depois de ser campeão da Libertadores e do mundo, mas em 2013 fez um Brasileiro fraquinho, fraquinho, procurado para retornar como se fosse salvador da pátria. Então por que saiu? Tirado pela mesma diretoria que agora corre atrás do gaúcho para contrata-lo de novo? Coisas do futebol. Onde os “professores” não são muitos, pelo menos não os que transitam (e como transitam) entre os times grandes.

E já que falamos de técnicos li saiu ontem a Pesquisa Estado com os melhores de 2014, na qual votei, aliás. Com satisfação vi o nome de Argel Fucks, que comandou o Figueirense, entre os três melhores da temporada. Entre os brasileiros ganhou, como já era de se esperar, Marcelo Oliveira. Mas votei em Levir Culpi, que ficou em segundo, deixando o terceiro lugar para Argel, que a Portuguesa, incompetente como sempre, não soube aproveitar.



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