Novela dos naming rights



O candidato da situação do Corinthians, Roberto de Andrade, terá que voltar atrás em uma de suas declarações sobre a venda dos direitos de nomear a nova arena do clube. Segundo ele, uma definição (para o bem ou para o mal) aconteceria até o final do ano por parte dos Emirados Árabes, com os quais Andrés Sanchez negocia há tempos os chamados naming rights. De acordo com a própria presidência, porém, o acerto deve mesmo ficar para o ano que vem. Se sair até lá…

Mário Gobbi, atual mandatário corintiano, promete apenas a definição do nome do novo técnico para esse ano. O prazo para o anúncio é segunda-feira. O favorito é Tite, com quem o Timão tem conversado há um tempo e estaria muito próximo de fechar contrato. Contatos também foram feitos com Oswaldo de Oliveira. Com Abel Braga, pelo menos segundo a situação, não.

Além do novo treinador, o Timão deve anunciar até segunda as contratações do volante Cristian, do lateral Edilson e do atacante Leandro.

Já em relação aos naming rights o clube não teria tido uma resposta dos Emirados Árabes. Não havendo acerto até o final do ano, um novo nome, além do de Andrés, deve assumir as negociações no Brasil e no exterior, já que o ex-presidente corintiano irá se dedicar à política. Foi eleito deputado federal pelo PT-SP e assume seu mandato em janeiro.

Além do preço, a intenção do Corinthians era de receber R$ 400 milhões por um contrato de 20 a 30 anos pela venda do nome da arena em Itaquera, o período não está definido e pode ser reduzido para até cinco anos.

O estádio, um dos palcos da Copa do Mundo no Brasil, custou cerca de R$ 1 bilhão e as negociações dos naming rights se arrastam desde fins de 2011. Andrés Sanchez pretendia termina-las até fevereiro de 2012, mas não obteve sucesso.

Em fevereiro próximo o clube terá novas eleições e Mário Gobbi, eleito com apoio de Andrés, deixará o cargo. Além de Roberto de Andrade, pela situação, concorrem Paulo Garcia, pela oposição, e Ilmar Schiavenato, que fez parte da atual diretoria. Um quarto nome, porém, começou a aparecer com força no Parque São Jorge: o de Antônio Roque Citadini, que há tempos se desligou de Paulo Garcia. Assim como há tempos Andrés, de amigo de Gobbi, passou a crítico da atual gestão.



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