O técnico do ano



Final de ano chegando, tenho sido chamado aqui e acolá para escalar minha seleção do Campeonato Brasileiro. Confesso que tenho uma certa dificuldade e nem sempre repito o mesmo time. Gosto muito de Everton Ribeiro e Ricardo Goulart, por exemplo, mas posso ter deixado de colocar a dupla em uma ou outra formação que montei.

Na hora de definir o técnico, então, tenho visto a maioria apontar Marcelo Oliveira, campeão pelo Cruzeiro, como o melhor da competição. Concordo. Mas terá sido o melhor técnico brasileiro do ano? Aí acho que não.

O melhor técnico brasileiro do ano foi, a meu ver, Levir Culpi. E aqui quero deixar claro que ele queimou minha língua. Tenho sérias restrições ao trabalho de Paulo Autuori, que para mim não servia para o Galo como não serviu ao São Paulo na passagem pelo Morumbi no ano passado, mas também não achava que Levir fosse um bom nome para o Atlético. Tinha quase certeza de que não faria um bom trabalho, ainda mais sem Ronaldinho Gaúcho, com Jô repleto de problemas emocionais e Diego Tardelli contestando sua liderança.

No final Levir, que pelo jeito aprendeu muito mesmo trabalhando no Japão, brilhou. Não tinha o melhor elenco (que é do Cruzeiro), mas montou um conjunto que encantou diversas vezes. E ganhou com brilho, competência e muita emoção a Copa do Brasil.

No Brasileiro, tivesse tido um pouco mais de tempo, poderia ter colocado o Galo em situação ainda melhor na tabela. Formou o time com a temporada em andamento, algo que Muricy, há quase um ano e meio no São Paulo, não conseguiu fazer. Ou pelo menos não como Levir, que apostou numa formação compacta, disciplinada e muito organizada, sem deixar de aproveitar os talentos individuais que tinha em mãos. Para mim foi o técnico do ano no Brasil. Que sirva de exemplo, assim como o próprio Marcelo Oliveira, para os demais.



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