Engenhão em frangalhos



A situação do Engenhão, principal obra do Pan de 2007 e fechado desde março do ano passado devido a problemas estruturais, segue complicada e envolta em mistérios.

A reforma, que deveria ter terminado mês passado e seguirá até início de 2015, tem custos que já ultrapassam os R$ 100 milhões. Ela está sendo bancada por consórcio composto pelas empreiteiras Odebrecht e OAS, que assumiram a construção depois que a Delta, que comandava o grupo anterior, caiu fora.

O custo inicial, que era de pouco menos de R$ 90 milhões, subiu para mais de R$ 360 milhões e agora, com a reforma, deve chegar a R$ 480 milhões.

Como as empresas responsáveis pela construção não chegam a um acordo sobre quem foi o responsável pelo erro no projeto e a briga na Justiça continua, não está descartada a hipótese de parte da conta acabar sendo paga pela Prefeitura do Rio, que bancou os R$ 360 milhões gastos inicialmente.

Anteontem o estádio olímpico sofreu novo golpe: um forte estalo na hora de colocação das barras metálicas, o que fez os operários abandonarem a obra.

Uma hipótese aventada, embora não confirmada, é de que as fundações do Engenhão não estariam em boas condições.

Terminada a reforma, que envolve a colocação de uma nova cobertura, outra deverá ter início: sua adequação para os Jogos Olímpicos de 2016, com a troca da pista de atletismo e a colocação de mais 15 mil assentos.

Enquanto isso o Botafogo, que arrendou o estádio e caiu para a Série B, quer compensações na Justiça. Estima que perdeu pelo menos R$ 60 milhões com o fechamento do estádio, que já dura quase dois anos.

Uma saga que mostra o descaso das autoridades com as obras públicas. E com o dinheiro do contribuinte, que escoa pelo lixo. Ou pelos porões não se sabe de quem. Até podemos desconfiar, mas isso é uma outra história. Para a polícia, o Ministério Público, os órgãos que deveriam fiscalizar…



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