Mistão contra o Palmeiras



Desde que surgiu a notícia de que o Atlético-PR poderia colocar time misto contra o Palmeiras a imprensa baiana (e parte da paulista também) ficou revoltada, vendo um complô para favorecer o Verdão e rebaixar Vitória e Bahia.

A discussão, seja qual for o time que Claudinei Oliveira colocar em campo domingo, é válida. Teria o Atlético direito de botar uma equipe mista, o que acabaria favorecendo o Palmeiras, que precisa de uma vitória simples para escapar da degola, rebaixando Vitória e Bahia?

Confesso que não tenho uma posição definida sobre o caso. Ontem até escutei o jornalista Milton Neves dizendo que se o Atlético fizer isso seria uma sacanagem e o STJD deveria se mobilizar em vez de ficar com picuinhas com Fernando Prass, goleiro do Palmeiras que disse já ter recebido mala branca no futebol. Sobre as picuinhas com Prass, concordo com Milton Neves. O que tem de gente querendo aparecer no tribunal… A tal busca pelos holofotes… Chega de hipocrisia, não? Mas e em relação à possibilidade de escalar um time misto, veiculada no início da semana? Aí tenho dúvidas.

Durante o Brasileirão alguns times, inclusive por conta de outros torneios, escalaram “mistões”. E favoreceram A, prejudicando B, C e D. Num campeonato de pontos corridos, afinal de contas, o primeiro jogo vale tanto quanto o último, não?

Entendo, por outro lado, que você perder três pontos na primeira rodada é uma coisa, três na última, quando precisa desesperadamente dos mesmos, outra bem diferente. Até por isso a discussão é válida e o argumento de Milton Neves tem fundamento.

Vários times vão entrar com “mistões” no final de semana apenas para cumprir tabela. O Atlético poderia fazer o mesmo? Se for pensar só em si, por que não? Mas há outros envolvidos e numa rodada decisiva para Palmeiras, Vitória e Bahia. A última. Não haverá tempo de recuperação depois. Ou caem ou ficam. Até por isso acho que o Atlético deveria entrar com o time principal, indo na linha do Milton Neves, mas entendo quem pensa diferente.



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