As empreiteiras na Rio-16



Causou preocupação na cúpula do Comitê Olímpico Internacional a prisão de alguns dos chefões das maiores empreiteiras do Brasil por conta da chamada Operação Lava Jato. É que muitas delas, caso de Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, OAS e Odebrecht, que também está sendo investigada, tocam obras importantíssimas para os Jogos de 2016, incluindo Parque Olímpico, metrô e revitalização do porto.

No ano passado membros do COI reclamaram muito do atraso na preparação da Rio-2016, provocando especulações de que a sede poderia até ser trocada. Com o sucesso da Copa-2014, os protestos do COI diminuíram, embora a entidade considere que a organização está no “limite” e o Ministério do Esporte também mostre preocupação com o andamento das obras.

Dependendo dos desdobramentos da Operação Lava Jato, construtoras podem perder a chamada idoneidade para transacionar com o setor público, o que geraria paralisação de serviços, um dos grandes temores do governo. Tanto que já há quem diga que a inidoneidade poderia ser aplicada para obras futuras e não para as que já estão em andamento, caso das do Rio-16.

Por essas e outras gosto de ficar bem distante do governo, do qual muitas vezes temos de nos defender, vide o que aconteceu no governo Collor, com aquele absurdo confisco da poupança idealizado por dona Zélia Cardoso de Mello, que depois acabaria se exilando em Nova York. E bem distante das construtoras também.

Seja como for a relação promíscua entre partidos políticos e empreiteiras, agora alvo de investigação, talvez possa nos levar a discutir seriamente uma reforma política para o Brasil. Uma reforma política de verdade, não aquelas apenas para inglês ver.



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