Fora, Ilídio Lico



Reproduzo, abaixo, coluna que publiquei ontem no diário LANCE! sobre a direção catastrófica da Portuguesa, seguida por três observações no final:

“É impressionante como há pessoas que não se tocam. O atual presidente da Lusa, Ilídio Lico, aquele mesmo que desde o final do ano passado fica se lamuriando pelos cantos, de pires nas mãos, reclamando e não apresentando uma alternativa viável para a Portuguesa, não tem a menor condição de continuar “comandando” o clube. Como não tinha seu antecessor, Manuel da Lupa, que nunca explicou direito a escalação de Héverton que resultou na queda à Série B. Escrevo “comandando” entre aspas porque Lico pode fazer tudo, menos comandar.

Quando foi eleito presidente, confesso que levei um susto e logo me lembrei do imbróglio em que se meteu no final dos anos 90, quando veio à tona que o goleiro da Portuguesa Santista teria recebido suborno num jogo contra o time do Canindé. O relatório do Conselho de Orientação e Fiscalização da Lusa foi duro, Lico fugiu da imprensa, correu o risco de ser banido do futebol, mas o caso… Bem, acabou arquivado por falta de provas e aí está ele de novo. Fazendo o quê? Nada. Levou a Portuguesa à Série C e não estimulou as investigações internas sobre o que teria acontecido no final do ano passado. A tal entrada de Héverton nos últimos minutos do jogo contra o Grêmio que deu a brecha para o STJD tirar a Portuguesa da Série A. Héverton, aliás, que tem dito haver muita coisa que o torcedor desconhece… E há mesmo.

Lembro claramente de uma cena no início do ano, momentos antes da estreia da Lusa no Paulista-2014 contra o Corinthians. Almoçava no Canindé e conversava com conselheiros do clube, quando um deles me disse para esperar um pouco que uma notícia bombástica apareceria logo depois. Apareceu. A CBF enviara carta à Lusa oferecendo empréstimo desde que o clube disputasse a Série B. Queria que ele parasse de lutar por seus direitos. Lico desesperou-se quando soube do vazamento. Achei que fosse chorar. Aturdido, afirmou que José Maria Marin e Marco Polo Del Nero eram esperados no Canindé e não sabia como encara-los. Se alguém deveria ter vergonha de tudo o que aconteceu no final do Brasileiro do ano passado era a dupla que comanda a CBF e organiza o campeonato, não? Mas Lico foi conivente com os dois, trata-os como “doutores”…

Não foi atrás dos direitos da Portuguesa, dizia-se cansado, ameaçado, sem forças para lutar na Corte Arbitral do Esporte na Suíça. E não sabia quem havia vazado o documento à imprensa, pois a reunião tinha sido fechada… Como se o problema fosse o vazamento e não o comportamento do próprio Lico. Que foi até suspenso do futebol após trapalhada em que meteu a Lusa na estreia da Série B. Pondo o time em campo e o retirando com menos de 20 minutos de jogo. Uma vergonha.

Se quiser se reestruturar, a Portuguesa vai precisar de gente de fora. Ex-jogadores que amam o clube, empresários, investidores interessados no Canindé… Parcerias. Mas jamais de Da Lupa ou Lico. Que deveriam nunca mais pisar no Canindé.”

* Deco: A Lusa deveria contratar um gestor como o ex-jogador Deco, que fez carreira no futebol brasileiro e português e tem experiência dentro e fora de campo para começar a ajeitar as coisas. Leva um bom tempo, claro. Mas poderia exercer função parecida com a que Juninho Paulista tem em Itu. Num trabalho de formiguinha, o ex-são-paulino conduziu o time ao título paulista e segue firme no processo de reestruturação do Ituano;

* E o MP?: O Ministério Público também deve satisfações à sociedade. Não havia visto indício de suborno no caso que levou a Portuguesa à Série B? Houve mesmo suborno? Quais as pontas, então? Porque as partes envolvidas, técnico, jogadores, dirigentes, advogados e outros não foram ouvidos? É muito ruim para o futebol o Brasileiro do ano passado continuar sob suspeita. Mina a credibilidade do torcedor;

* Novo estádio: A ideia de implodir o Canindé, construir uma arena pequena menor e investir em empreendimentos imobiliários é interessante, mas tem que ser vista com muita cautela, ainda mais com os dirigentes que a Lusa têm. Dirigentes que já rechaçaram parceria com outra agremiação, que traria aporte financeiro e elenco mais forte, com salários em dia, em nome de uma suposta “tradição”…



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