Medo da greve



Por trás da rescisão de contrato de Sheik, Bolívar, Edilson e Júlio César do Botafogo estava receio da (incompetente) diretoria de os quatro liderassem um movimento grevista no clube.

Hoje já há jogadores com três meses de atraso em salário na carteira, fora os direitos de imagem, não pagos há mais de um semestre.

A comissão técnica avaliava que o risco de greve inexistia (e concordo com ela), mas o presidente Maurício Assumpção temia que o quarteto pudesse se mobilizar para cobrar o pagamento e até não entrar em campo nas últimas rodadas do Brasileirão.

Preferiu corta-los e apostar na base, ou seja, em jogadores menos experientes e, em tese, mais submissos, que aceitam jogar por jogar, já que estão atrás de espaço e exposição.

A direção também avaliou que os quatro cortados não vinham jogando tudo o que poderiam, embora, a meu ver, esforço não tem faltado ao Botafogo. Qualidade, sim.

Contra o Santos, pela Copa do Brasil, não acho que o time tenha facilitado para os rivais, pelo menos não propositalmente. A defesa é um buraco suíço, o meio-campo não marca e não consegue fazer a ligação com o ataque, que por sua vez funciona pouco.

Lamentavelmente com Maurício Assumpção no comando o Fogão parece pedir para cair para a Série B. E a culpa não é dos jogadores. É da direção. Toda dela.



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