Marin alfineta Dilma



O presidente da CBF tem alfinetado Dilma Rousseff, que considera prepotente e de difícil trato social, e se divertido com sua queda nas pesquisas, além do sério risco de não conseguir se reeleger na eleição de outubro.

José Maria Marin segue muito magoado com a presidente da República, que tentou coloca-lo pra escanteio antes e depois da Copa.

Dilma não gosta de Marin pela ligação do dirigente com a ditadura militar. O mandatário da CBF era da Arena, partido que dava sustentação ao regime, e foi vice de Paulo Maluf, então governador biônico de São Paulo. Chegou a ocupar o cargo por dez meses e saiu com vaia histórica ao passar o cargo a André Franco Montoro, eleito com o voto popular.

Marin não conseguiu audiências com Dilma para discutir a Copa, mesmo sendo presidente do Comitê Organizador Local. Em mais de uma ocasião, incluindo a final do Mundial, a presidente pediu ao cerimonial que o mantivesse à distância para não ter que o cumprimentar nem trocar “amenidades” com o cartola, que se sentiu constrangido.

Após o fiasco diante da Alemanha, Franklin Martins, que cuidava da página de campanha da candidata, criticou severamente a CBF e pediu mudanças no futebol brasileiro. Que, evidentemente, não passavam por Marin.

Filiado ao PTB, o presidente da CBF fazia parte da base de apoio ao governo Dilma, mas durante a Copa ele e seu partido já estavam ao lado de Aécio Neves.

Marin, que começou o Mundial se escondendo, procurou os holofotes quando o Brasil começou a avançar na Copa e chegou às quartas de final. Apareceu para a TV após a contusão de Neymar e sua transferência de helicóptero de Teresópolis ao Guarujá.

Antes do jogo contra a Alemanha, fez questão de ser visto beijando no rosto David Luiz, o capitão naquele que seria o maior vexame da história do futebol brasileiro. Consumada a derrota, sumiu de novo.

No primeiro turno, Marin vai votar em Aécio. No segundo, votará em qualquer um menos em Dilma, a quem tem criticado pela situação econômica do país e por uma suposta falta de humildade. O problema é que, a concorrente no segundo turno sendo Marina Silva, atrás dela estará Romário, que não pode nem ouvir falar em Marin. E vice-versa.

Política, política… E nosso futebol, ó…



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