Calendário dos clubes



Em conversas com a Rede Globo boa parte dos clubes tem reclamado do calendário brasileiro, o que mostra que não são apenas os jogadores que estão descontentes.

A maioria, segundo um executivo da emissora, pede adaptação ao calendário europeu, com início da temporada em agosto e término em maio.

Já fui contra a ideia inclusive porque achava que tínhamos de respeitar nossas peculiaridades, o ano escolar, por exemplo, começa em fevereiro e termina em dezembro, nosso verão, fortíssimo, aliás, é no final da temporada e nem todos os países da Europa adotam o mesmo calendário. Hoje, porém, acho uma alternativa a ser pensada com carinho, até porque a questão da janela de transferências tem prejudicado muito nossos clubes no meio do ano.

Além da adaptação ao calendário europeu, os clubes reclamaram muito de Copa do Brasil e Copa Sul-Americana, que são disputadas concomitantemente. O São Paulo até definiu os torneios como caça-níqueis. Defendo a Copa do Brasil, já defendi a Sul-Americana, mas hoje não mais. Não tem sentido São Paulo e Fluminense serem humilhados na primeira e ganharem como presente uma vaga na segunda.

A Globo, pelo jeito, concorda com eles pelo menos em relação às Copas do Brasil e Sul-Americana serem jogadas simultaneamente, o que, de fato, não tem agradado. E insiste no Brasileiro em formato eliminatório, não por pontos corridos, uma questão que tem dividido os clubes.

Para a emissora a maior parte dos times da Série A concordaria com a ideia. A CBF, porém, embora entenda que Copa do Brasil e Sul-Americana juntas só têm dado problemas, ainda é favorável aos pontos corridos. Como eu, particularmente, também sou. Mas que a questão deve ser discutida deve.

Já quando o assunto é o horário dos jogos, alguns clubes se queixaram dos marcados para as 22hs a fim de esperar o término da novela, mas a Globo, pelo jeito, tem sido inflexível em relação ao assunto. E, sinceramente, duvido que mude de posição. Afinal tem que respeitar sua grade e é ela que paga pelos direitos de transmissão, que sustentam os clubes brasileiros. Bem que eles poderiam explorar também outras fontes de recursos, não? Mas vivem esperando (e antecipando) as tais cotas de TV. Com o futebol em baixa, até patrocínio tem minguado. Palmeiras, Santos e São Paulo que o digam.



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