O cansaço do Flu



O Fluminense deixou escapar dois pontos ontem no Maracanã e ficou no 1 a 1 diante do Coritiba, seguindo a quatro pontos do líder Cruzeiro, que não saíra do 0 a 0 contra o Criciúma, fora de casa.

Após a partida, um dos motivos para justificar o empate, que os paranaenses conseguiram no final, foi o cansaço que os cariocas teriam sentido pelo excesso de jogos na temporada. No meio da semana o Flu havia enfrentado o América-RN, em Natal, pela Copa do Brasil, o que teria desgastado o elenco para o jogo de ontem.

Pode até ser, afinal o grupo jogou na quarta no Rio Grande do Norte e sábado no Rio, mas reclamar do excesso de jogos nesse momento parece um exagero. Claro que temos de mudar o calendário, inclusive pelo número de partidas sem interesse nenhum para o torcedor, mas não dá para os jogadores, após pausa de mais de um mês para o Mundial, dizerem que já estão cansados. E se já estão é porque o clube não trabalhou bem a parte física.

Na Europa também vemos muitas vezes jogos aos finais de semana pelo campeonato nacional e no meio de semana por alguma outra competição, isso não acontece só no Brasil. Entendo que lá muito clube tem elenco mais forte e pode poupar com mais facilidade um ou outro titular, mas até essa fase da Copa do Brasil os grandes também podem.

No jogo de volta o Flu não precisa entrar com a equipe principal, como o Santos não entrou contra o Londrina, fora de casa, embora tenha perdido a partida. E perdeu, no caso do Santos, também para o Inter, no Brasileirão, mesmo com os atletas descansados.

Com todo respeito não é o cansaço que explica a quantidade de jogos terríveis a que somos obrigados a assistir. Como Inter x Santos, Coritiba x Corinthians e Palmeiras x Bania, que semana passada foram ótimos soníferos. O problema, certamente, é muito mais complexo, embora os dirigentes não queiram ver. E alguns jogadores, pelo jeito, também não.



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