Debandada no Fogão



A diretoria do Botafogo tenta, na base da conversa e de promessas, evitar que os jogadores, com três meses de salários atrasados e seis de direitos de imagem não pagos, saiam do clube, pedindo liberação na Justiça.

O presidente Maurício Assumpção, cuja administração está em xeque há tempos, continua dizendo que assim que entrarem recursos os atletas serão os primeiros a receber e conta com o goleiro Jefferson e o técnico Vagner Mancini para convencer o elenco a não abandonar o Brasileirão.

Ele acha que a aliança entre torcedores e jogadores pode continuar até o fim do campeonato, já que o alvo passou a ser prioritariamente a direção do clube. E é ela que deve mesmo explicações. Haja explicações, aliás.

Com Assumpção, o Botafogo deixou de pagar impostos na esperança de aprovação do refinanciamento das dívidas dos clubes e passou a gastar mais e mais, acabando por quebrar a agremiação.

Entre os jogadores, o que mais vem criticando a diretoria é Emerson Sheik, cujos salários estariam sendo pagos pelo Corinthians e diz que teve de emprestar dinheiro a companheiros que estão passando sufoco fora de campo.

A oposição tem se reunido nos últimos dias e deve voltar a pedir impeachment ou renúncia imediata do presidente. Nas arquibancadas a torcida botafoguense tem feito o mesmo. Assumpção, porém, deixou claro à ESPN que fica até o final de seu mandato e só entrega o cargo no início do ano que vem.

E, pasmem, segue dizendo que não vê problemas na comissão de 5% a parentes seus por intermediação de contratos de terceiros com o clube carioca. Insiste que é algo legal e permitido pelo estatuto, como deixou claro no programa “Bola da Vez”. Escura, infelizmente, segue a situação do Botafogo, que não merece o que está passando. Nem o presidente que tem.



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