A crise do Botafogo



A oposição exige explicações de Maurício Assumpção, que, mesmo diante da situação econômico-financeira complicadíssima em que encontrou o Botafogo, continuou gastando, gastando e gastando e inflando a folha de pagamentos do clube.

Em sua administração ela teria crescido, em média, mais de 30% ao ano e o prejuízo do Fogão, só em 2013, ultrapassado a casa dos R$ 80 milhões.

O dirigente culpa as gestões anteriores, mas não explica o porquê de ter feito contratações com as quais poderia arcar, além de ter negociado a camisa com uma empresa apontada como inidônea.

Sob seu comando o Botafogo deixou de pagar as dívidas e agora joga suas esperanças em possível (e infelizmente provável) anistia das dívidas, que os dirigentes preferem chamar de novo refinanciamento do governo federal.

A estratégia de Assumpção é apelar, em ano eleitoral, para um socorro político imediato, dizendo que, se o parcelamento das dívidas (mais um?) não sair, pode tirar o time do Brasileiro.

Os jogadores continuam sem receber salários há pelo menos três meses e direitos de imagem há cinco e o argumento do presidente, que por incrível que pareça tem convencido alguns atletas, é de que ele não tem nada a fazer, pois está com as receitas bloqueadas.

Não diz, porém, quais os muitos fatores que levaram o Fogão ao caos. Certamente não foram apenas as administrações passadas nem a interdição do Engenhão por problemas estruturais.



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